Governo reafirma o adiamento do aumento salarial para servidores públicos

Publicado em 21 de setembro de 2017 às 10h14min

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O Secretário do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Augusto Akira Chiba, reafirmou que o Governo Federal não tem condições de cumprir o aumento para servidores públicos no próximo ano. “Não acho que seja uma medida tão injusta assim. O funcionalismo também precisa entender a situação do país”, afirmou Chiba.

“Infelizmente, a arrecadação do país caiu muito e nós não temos espaço para fazer isso agora. Nós não nos negamos a pagar o aumento. Mas precisamos adiar em um ano o reajuste”, completa. Chiba ainda afirma que a economia para o governo, com esse adiamento, é de R$ 5 bilhões.

Contudo, o secretário de gestão de pessoas do MP não deu nenhuma resposta conclusiva sobre a manutenção da reestruturação de carreira dos docentes, prevista na Lei 13.325/2016.

Segundo o presidente do Adufg Sindicato, professor Flávio Alves da Silva, o pagamento da segunda parcela  da reestruturação de carreira de docentes, especificamente, custa cerca de R$ 270 milhões aos cofres públicos.
Chiba esteve em Goiânia na última sexta-feira (15) e participou do Encontro Nacional de Dirigentes de Pessoal e Recursos Humanos das Instituições Federais de Ensino (ENDP), promovido pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional e Recursos Humanos (Prodirh) da Universidade Federal de Goiás (UFG).
 

Mudanças

Na última semana, o MP anunciou que vai divulgar uma série de medidas para a modernização de gestão de pessoas. Entre elas está a reestruturação de diversas carreiras do funcionalismo público. A intenção é implantar uma nova progressão, que também limita a remuneração inicial das carreiras.

Outra alteração seria o estabelecimento de limite máximo salarial inicial para servidores públicos e o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%. Esse reajuste vai atingir apenas a parcela do salário dos servidores que ultrapassar R$ 5,3 mil. Quem ganha até esse valor não deve ser atingido.

Em entrevista ao Jornal do Professor Augusto Chiba reafirmou a necessidade de reorganização das carreiras no funcionalismo público. Segundo ele, existem 270 carreiras e a quantidade de especificidade e regras de promoção e progressão gera atritos e discrepâncias nas remunerações. A intenção é criar uma equalização, que inclui a avaliação de desempenho.

Fonte: ADUFG Sindicato

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