Sindicatos federados ao PROIFES participam em todo o país de manifestações em Defesa dos Direitos

Publicado em 14 de novembro de 2017 às 09h04min

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Na última sexta-feira, 10, Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos, os sindicatos federados ao PROIFES realizaram atos e participaram de ações e paralisações em diferentes cidades e regiões do Brasil.

Em Salvador (BA) o 10 de novembro foi marcado por diversos atos e atividades de mobilização contra as reformas, contra os ataques aos direitos e ao serviço público. O dia de paralisação, convocado pelas centrais sindicais teve uma ampla adesão das categorias, inclusive dos e das docentes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A mobilização começou com carro de som por volta das 8h da manhã no campus de Ondina; às 9h houve concentração e ato na Reitoria e, em seguida, o grupo participou da caminhada no Campo Grande.

O “Fora Temer”, a defesa dos direitos socais, da universidade e da educação públicas foram muito destacadas durante os atos. O movimento em defesa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – Pibid também foi bastante ativo. A presidenta da Apub, Luciene Fernandes falou a respeito da necessidade de fortalecer a unidade na defesa dos direitos.

Em Natal (RN), o Dia Nacional de Mobilizações, convocado pelas Centrais Sindicais e a Frente Brasil Popular, reuniu milhares na Praça Gentil Ferreira.Durante o percurso da Praça Gentil Ferreira à Cidade Alta, as palavras de ordem, faixas, cartazes e artes reforçaram não apenas a contrariedade às reformas trabalhista e da previdência, como também lembraram que não há saída para o país sem a realização de eleições.

“Esse governo tem que cair. Por isso que não podemos aceitar, inclusive, o golpe fatal, que seria a suspensão das eleições 2018. Precisamos ter respeitado o direito do povo de exercitar a sua soberania popular, de ir às urnas decidir quem deverá dirigir os destinos do país”, lembrou a senadora potiguar, Fátima Bezerra (PT).

Docentes, estudantes e servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte se fizeram presentes ao ato com força, beleza e criatividade, expressando em suas artes a preocupação com a ameaça à Educação Pública de qualidade, com a Ciência e com o futuro do Brasil.

Além da desregulamentação do trabalho, os professores lembraram da necessidade de preparar a sociedade para o enfrentamento a outras medidas do governo Temer, como a proposta de reforma da Previdência, o leilão das sociedades de economia mista, a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras, o perdão de dívidas a sonegadores e bancos, e os ataques ao funcionalismo público.

“A proposta do governo é clara. Fragilizar o Estado brasileiro e o setor público para que com isso entregue essa parcela de serviços essenciais à sociedade para iniciativa privada”, explica o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte.

Para a diretoria do Sindicato dos Docentes da UFRN, o Plano de Desligamento Voluntário (PDV), redução de jornada com redução de salário (MP 792/17), adiamento de reajustes e aumento da contribuição previdenciária (MP 805/17) e projetos que permitem demissão de servidor estável (PLS 116/17) estão entre as medidas anunciadas pelo governo Temer para desestruturar o serviço público federal no país e devem exigir disposição de luta de toda a comunidade acadêmica.

“Os professores e servidores precisam entender efetivamente o que este conjunto de medidas representarão na diminuição de sua condição de vida”, alertou a professora Gilka Pimentel, vice-presidente do ADURN-Sindicato.

Em Porto Alegre (RS) o Dia Nacional de Mobilizações reuniu milhares de pessoas em ato público contra as reformas do governo Temer.

Logo pela manhã, na Assembleia Legislativa, o economista Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP, participou de um debate que reuniu professores, parlamentares, movimentos sociais, entre outros. A conversa teve como tema a “A era do capital improdutivo”.

À tarde a ADUFRGS-Sindical esteve presente na passeata e no ato, que partiu do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e seguiu em direção à Esquina Democrática, onde aconteceu outro ato contra as medidas do governo Temer. A mobilização reuniu centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Também seguindo a programação do dia de mobilizações, o vice-presidente do sindicato, Lúcio Vieira, esteve presente no Campus Bento Gonçalves do IF-RS na abertura do Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, ocasião ocorreu um ato em defesa do serviço público e dos Institutos Federais.

O presidente da ADUFRGS-Sindical, Paulo Machado Mors (UFRGS), avaliou o dia de mobilizações como positivo e necessário. Ele pontua que a pressão é importante para a manutenção de direitos adquiridos e a derrubada de medidas que afetam o servidor público e os trabalhadores em geral. A mobilização foi aprovada por unanimidade na Assembleia Geral do dia 08 de novembro.

Em Goiânia (GO), o Adufg Sindicato participou da Mobilização em Defesa dos Direitos, manifestação nacional, que na cidade teve início na Praça dos Bandeirantes e seguiu em direção à Praça Tamandaré.

O presidente do Adufg, professor Flávio Alves da Silva, questionou a falta de envolvimento dos professores da UFG e afirmou que o sindicato tem feito o seu papel de organizar eventos, participar de atos e convocar os docentes.

“Só falta perdermos a complementação de titulação para que os professores caiam em si e comecem a participar. O governo não respeita os acordos firmados, aumentou a contribuição de INSS de 11% para 14%, fez cortes nas universidades. A assembleia pela manhã foi vazia e agora a manifestação também. Acho que só um choque para tirar os servidores públicos federais da paralisia que está implantada”.

A professora Magda Beatriz (EA) foi uma das participantes da manifestação. “A história da universidade, desde 1980, foi construída por meio de lutas sociais. Estamos perdendo direitos e estamos na zona de conforto. Não percebemos que é preciso, mais do que nunca, ter resistência”, disse.

Em Curitiba (PR), os trabalhadores do IFPR e CMC, representados pelo SINDIEDUTEC-Sindicato, atenderam ao chamado das centrais sindicais e foram às ruas para protestar.

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