CD do PROIFES traça estratégias de luta contra desmonte do Estado e reforma da Previdência

Publicado em 26 de janeiro de 2018 às 18h46min

Tag(s): Conselho Deliberativo do PROIFES



À luz da conjuntura de violação dos direitos e do processo de desmonte do Estado, do serviço público e das políticas educacionais preteridas pelo Governo Temer (PMDB), o novo Conselho Deliberativo da Federação, reunido em Brasília nesta sexta, 26, discutiu estratégias de enfrentamento do PROIFES e sindicatos federados.

Após um dia de intensos debates, representantes dos sindicatos federados traçaram uma agenda de ações para o ano de 2018 e aprovaram o apoio integral à greve geral do próximo dia 19 de fevereiro, chamada pelas Centrais Sindicais, contra a reforma da Previdência.

“O foco principal foi a organização da luta no momento atual em que a Democracia está sendo ameaçada, em que temos um golpe ainda em curso. Foi um momento de reflexão para construção de defesa da soberania, das pautas e das conquistas históricas dos trabalhadores”, enfatizou o presidente recém-eleito do PROIFES-Federação, Nilton Brandão.

Na centralidade da discussão do encontro, as ações do PROIFES no início deste ano, “reafirmando nossa posição contrária à reforma da Previdência, às mudanças que estão sendo implementadas, sem nenhuma discussão, contra a educação, à nossa ideia de continuar junto às demais entidades dos servidores públicos e às Centrais para barrar esse processo de desmonte do Estado e do serviço público no Brasil”, pontuou a vice-presidente do ADURN-Sindicato e diretora de Comunicação do PROIFES, a professora Gilka Pimentel.

Esses temas aliados à conjuntura política e econômica e às reformas balizaram as discussões quanto às estratégias de como fazer o enfrentamento. “Fomos bastante incisivos nos debates das ações prioritárias da entidade nesse ano, dentre elas destaca-se a ação protagonista que a Federação tem tido no Fórum Nacional Popular de Educação e na construção da CONAPE e nossa representação na Conferência Regional de Educação Superior para América Latina e Caribe (CRES), a ser realizada em junho, na cidade de Córdoba (Argentina), para garantir maior participação dos diversos atores sociais”, ressaltou a professora.

“Reunião importante para avaliar as estratégias que precisam ser levadas a cabo no início deste ano contra a reforma da Previdência e o desmonte da Educação”, avaliou o professor Eduardo Rolim, presidente do PROIFES-Federação. Ele destacou a aprovação da participação do PROIFES integralmente na greve geral do dia 19 de fevereiro das centrais sindicais contra a reforma da Previdência e de dois documentos. Um manifesto conclamando os professores às manifestações e o segundo, elaborado pelos colegas no Grupo de Trabalho da Educação, em que apresenta 10 propostas de reconstrução da Educação que está sendo desmontada.

Para o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, a realização da reunião do Conselho Deliberativo do PROIFES “integra o conjunto de ações que estamos realizando para o enfrentamento às políticas deste governo golpista. Neste sentido, é importante para que possamos ter estratégia conjunta nesse início de ano em relação ao que vamos fazer dentro das universidades e do movimento docente nacional de uma forma geral”.

O encontro aponta para duas questões fundamentais na atual conjuntura, destacou o professor da UFRN, Alex Galeno. "Primeiro, a resistência democrática ao que vem acontecendo no Brasil em relação à retirada de direitos e à reforma da Previdência. Em segundo lugar, a mobilização específica para pauta dos professores, que é a garantia das reivindicações salariais, carreira e a não retirada de direitos em relação a investimentos para Ciência e Tecnologia”, . Além disso, a realização da CONAPE, entre os dias 26 e 28 de abril, em Belo Horizonte, que discutirá temas da Educação e investimentos na América Latina e no mundo.

A discussão cumpriu, ainda, o papel de encaminhamento da participação do PROIFES no Fórum Social Mundial. “Decidimos que a Federação integrará a programação com atividades ligadas ao eixo dos Direitos Humanos, Educação e reforma da Previdência. Paralelamente, os sindicatos federados se envolverão em debates a serem realizados no espaço da APUB Sindicato”, esclareceu a professora Gilka. 

“Foi definida a agenda necessária para os sindicatos docentes neste ano, tendo como centralidade enfrentar e derrotar a ameaça da reforma da previdência. Sairemos daqui com um documento muito enxuto e qualificado que aponta para a posição do PROIFES-Federação no sentido de enfrentamento desta agenda de destruição da Democracia no país”, avaliou o professor da UFRN, João Bosco Araújo, membro do CD do PROIFES.

Ao final, o presidente recém-eleito da Federação, Nilton Brandão, ressaltou o papel que o encontro cumpriu “para pensar as pautas para Educação num momento muito complicado para o país, em que o governo tem todas as suas ações voltadas para retirada de direitos dos trabalhadores. Traçamos alternativas para que mais uma vez o direito dos trabalhadores, como por exemplo o de se aposentar, não seja caçado”.

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