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Mais de 30 mil nas ruas de Natal contra as reformas de desmonte propostas por Temer

Publicado em 31 de Março de 2017 Por ADURN Sindicato

Na passagem do 53º aniversário do movimento que depôs João Goulart, mais de 30 mil pessoas relembram as consequências de um golpe de Estado e tomaram as ruas de Natal contra o amplo pacote de ataques aos direitos trabalhistas, a flexibilização da CLT e o desmonte do Estado Social propostos pelo governo de Michel Temer (PMDB).

Com a marca da diversificada expressão crítica do povo brasileiro, milhares fizeram ecoar nas ruas o uníssono grito de #ForaTemer. O ato convocado pela Frente Brasil Popular em defesa de direitos e da Previdência Social e contra os retrocessos contou com o apoio do ADURN-Sindicato, centrais e movimentos sociais numa das maiores manifestações de rua da capital do Estado do Rio Grande do Norte.

A mobilização teve concentração no cruzamento das Avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira, e saiu em caminhada por 3 km até a Praça da Árvore de Mirassol. Durante todo o percurso, as palavras de ordem, faixas, cartazes e artes denunciavam a tentativa de desmonte da rede de proteção social.

Com a presença de trabalhadores, professores, estudantes, juristas, artistas locais, esportistas, movimentos sociais, sindicais, de mulheres e da juventude, lideranças do movimento sindical descontruíram o argumento do governo de que há rombo no caixa da Previdência e lembraram que ao lado desta excludente proposta, Temer impõe o congelamento de investimentos públicos por 20 anos e apresenta a nefasta tentativa de reforma Trabalhista.

“Foi uma mobilização expressiva e vitoriosa”, destacou o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, ao evidenciar que os efeitos das reformas da Previdência e Trabalhista são clara e diretamente compreendidas pela população.

Na avaliação do presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Moacir Soares, a ampla e expressiva participação da população no ato unitário deste dia 31 é uma demonstração de que a reprovação às reformas de Temer cresce nas pesquisas e nas ruas.

A senadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que a manifestação foi uma “demonstração do sentimento da maioria da população brasileira de desaprovação ao governo que tomou à força o poder por meio de um golpe parlamentar” e destacou a importância do engajamento dos mais diversos setores na luta contra os retrocessos sociais e trabalhistas.

Para a vice-presidente do ADURN-Sindicato, Gilka Pimentel, a proposta de reforma do governo Temer pretende dificultar o acesso à aposentadoria e a outros benefícios previdenciários, limitar e arrochar os proventos e pensões e empurrar milhões de pessoas para os sistemas privados de previdência complementar.

O movimento aconteceu em clima tranquilo, e não foram registrados incidentes. Ao longo da gigante onda vermelha que cobriu a cidade de Natal, a cena mais comum foi composta de acenos e manifestações de apoio por um número grande de pessoas que acompanharam a caminhada de seus locais de trabalho, apartamentos, automóveis, ônibus e paradas do transporte coletivo.

Atividades na UFRN

Mais cedo, os docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte paralisaram suas atividades e realizaram panfletagens dentro e fora do campus central para influenciar as votações no Congresso contra as propostas de reformas Trabalhista e da Previdência Social apresentada ao Congresso por Michel Temer.

Às 8h, foi feita panfletagem na parada do Circular, lateral do shopping Via Direta. \"Buscamos alertar os colegas, os estudantes, os servidores e a população sobre as ameaças da Reforma da Previdência, que colocam em risco toda a estrutura de proteção social construída a partir da Constituição de 1988”, esclareceu a vice-presidente do Sindicato, Gilka Pimentel. Logo em seguida, 11h, a panfletagem aconteceu no Restaurante Universitário.

Caicó

Em Caicó, a Frente Popular pela Democracia reuniu cerca de 3 mil pessoas.  A manifestação teve forte participação do ADURN-Sindicato e da comunidade acadêmica do CERES e após percorrer as principais ruas do município, a partir da Praça de Alimentação, foi finalizado com a realização de uma audiência com o governador Robinson Faria, que cumpria agenda administrativa na Ilha de Sant’Ana.

Segundo lideranças locais,  o encontro tinha por objetivo sensibilizar o chefe do executivo estadual dos anseios da comunidade. "As divergências de pauta e conflitos de interesses deixou o consenso em aberto,  porém com o indicativo de que as decisões serão influenciadas pela pauta da população", esclareceu o professor do CERES de Caicó, Alessandro Façanha.

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