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Após reforma trabalhista, Brasil perde 3 milhões de sindicalizados, diz IBGE

Publicado em 27 de Agosto de 2020 Por ADURN Sindicato

Estudo também identificou maior taxa de pessoas ocupadas como empregador ou por conta própria, com CNPJ

O Brasil perdeu 3 milhões de trabalhadores sindicalizados desde a aprovação da reforma trabalhista no governo de Michel Temer (MDB), em 2017, lei que desobrigou a contribuição sindical e impôs novos obstáculos ao questionamento de direitos trabalhistas na Justiça. A informação foi divulgada nesta quarta-feira 26, pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, um ano antes da aprovação da reforma trabalhista, 13.502 trabalhadores estavam associados a um sindicato. Esse número diminuiu para 13.070 em 2017, baixando para 11.518 em 2018 e, em 2019, caiu para 10.567.

O número mais alto na contagem do IBGE foi apresentado em 2013, quando o Brasil registrou 14.615 trabalhadores sindicalizados. O número diminuiu pouco em 2015 em 2016, quando o País tinha 14.592 e 14.576 associados a sindicatos, respectivamente.

Em contraste com a queda de trabalhadores sindicalizados, o Brasil apresentou aumento da população ocupada entre 2016 e 2019, ou seja, no índice de pessoas com emprego. Ou seja, mais pessoas têm algum trabalho, mas isso não significou aumento no índice de trabalhadores organizados em coletivos.

Em 2016, o Brasil registrava 90.776 pessoas ocupadas, número que subiu para 91.073, em 2017; em seguida, para 92.333, em 2018; e 94.642, em 2019.

Segundo o IBGE, em percentuais, a taxa de sindicalização foi de 14,9% em 2016, 14,4% em 2017, 12,5% em 2018 e 11,2% em 2019.

Além disso, o Instituto registrou, em 2019, a maior taxa de pessoas ocupadas como empregador ou por conta própria, em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

No ano passado, o estudo identificou 29,3% de pessoas nessa situação, o equivalente a 8,4 milhões de trabalhadores. É o índice mais elevado desde o início da série histórica em 2012.

Fonte: Carta Capital

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