Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Com fracasso de Bolsonaro, Brasil terá queda recorde na renda média

Publicado em 13 de Outubro de 2020 Por ADURN Sindicato

Mesmo na comparação global, o Brasil está abaixo da média geral

Incapaz de enfrentar à altura a crise imposta pela pandemia do novo coronavírus, o governo Jair Bolsonaro tem levado a economia brasileira a uma série de recordes negativos. A nova (má) notícia é que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro – ou seja, a renda média da população – terá uma das quedas mais acentadas entre as nações emergentes.

Conforme novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB per capita do Brasil vai encolher 6,4% neste ano e crescer apenas 2,2% em 2021. A média dos emergentes é de uma retração bem menor em 2020 (-4,7%) e uma alta superior no próximo ano (4,8%).

Mesmo na comparação global, o Brasil está abaixo da média geral: a estimativa do Fundo para o conjunto dos países é de queda de 5,6% neste ano e expansão de 4% no calendário seguinte. Isso quer dizer que a vantagem que o brasileiro tinha de renda em relação à média dos países emergentes e em desenvolvimento vai encolher não só neste ano como também no próximo.

Dados divulgados pelo FMI em outubro de 2019 também mostravam que o PIB per capita do Brasil naquele ano seria de US$ 14,4 mil, ante US$ 11,4 mil dos emergentes e em desenvolvimento – uma vantagem de 26%. Cinco antes, o organismo projetava que o PIB per capita brasileiro seria de US$ 18,2 mil em 2019 – o que representaria 36% mais que seus pares.

O cenário para a economia brasileira não se confirmou. Pior: além da forte recessão iniciada ainda em 2015, houve uma fraca recuperação que a seguir – uma das 10% mais lentas vistas no mundo nos últimos 50 anos, segundo o FMI.

O cenário tampouco não é de otimismo. Sob o governo Bolsonaro, o Fundo estima que o PIB do país vai encolher 5,8% neste ano, seguido por uma recuperação de apenas 2,8% em 2021. Segundo a entidade, a economia nacional vai seguir em ritmo fraco até pelo menos 2025, quando a projeção é de crescimento de 2,2%, menos da metade da prevista para os emergentes (4,7%).

O emprego também vai ficar para trás, conforme as projeções do FMI. Como o Ministério da Economia não tem propostas concretas para reativas a economia, o FMI prevê que a taxa de desemprego vai fechar 2020 em 13,4% (ante 11,9%) e vai subir para 14,1% no ano que vem. Dos países das América, só Venezuela e México vão ver o desemprego aumentar em 2021 pelas previsões.

Com informações do Valor

Fonte: Portal Vermelho

 

 
Compartilhar: