Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Câmara aprova PEC dos Precatórios no 2º turno

Publicado em 10 de Novembro de 2021 Por ADURN Sindicato
Câmara aprova PEC dos Precatórios no 2º turno

Por 323 votos a 171, e uma abstenção, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou no 2º turno a PEC que dá calote nos precatórios. A PEC limita o valor de despesas anuais com precatórios, corrige seus valores exclusivamente pela Taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos

247 - Por 323 votos a 171, e uma abstenção, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 9, no 2º turno a PEC que dá calote nos precatórios. A PEC limita o valor de despesas anuais com precatórios, corrige seus valores exclusivamente pela Taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos.

Na prática, a PEC permitirá ao governo gastar R$ 91,6 bilhões adicionais em 2022, para o Auxilio Brasil, o Bolsa Caminhoneiros, aumentar emendas parlamentares e também o fundo eleitoral, de R$ 2,1 bilhões para R$ 5 bilhões. Ação que é considerada fundamental para Jair Bolsonaro investir em sua reeleição.

No primeiro turno, a PEC foi aprovada por 312 votos favoráveis e 144 contrários. Se o PDT e o PSB não tivessem votado a favor, a PEC teria 281 votos e não teria sido aprovada. Neste turno, no entanto, os dois partidos votaram contra a PEC.

O líder do PDT, Wolney Queiroz, alegou que o partido orientou contra “em nome da nossa unidade partidária”. Na semana passada, após a maioria do partido votar a favor da PEC, o vice-presidente da legenda, Ciro Gomes, anunciou que suspendia sua candidatura à presidência em 2022.

Mais cedo, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou destaque da bancada do Partido Novo ao texto-base da PEC dos Precatórios que retira a possibilidade de o governo driblar a Regra de Ouro por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Nesta terça, a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela manutenção da liminar da ministra Rosa Weber, da sexta-feira, 5, que suspendeu as emendas de relator, que compõem o "orçamento secreto", liberadas por Jair Bolsonaro às vésperas da votação da PEC dos Precatórios para ganhar apoio parlamentar. 

Auxílio Brasil

A PEC muda a fórmula do teto de gastos, abre um espaço fiscal que pode variar de R$ 83 bilhões a R$ 95 bilhões, a depender da inflação. O governo aceitou furar o teto sob o pretexto de pagar o Auxílio Brasil, que custará R$ 83 bilhões em 2022.

O Auxílio Brasil é um programa social com objetivo puramente eleitoral e que acaba com o permanente programa do Bolsa Família, que teve fim decretado nesta segunda-feira, 8. O deputado federal Ivan Valente (PSOL), durante a votação, lembrou que “dizer que [a PEC] é para o Bolsa Família… sempre zombaram do Bolsa Família, o primeiro foi Bolsonaro”.

“Eles querem colocar um programa só para o ano que vem, só para o ano eleitoral. É disso que se trata. E mais: o espaço que tem, de R$ 91 milhões, vai sobrar R$ 50 milhões para emendas de relator, ou seja, para comprar votos para aqueles que são amigos do Rei. Não há isonomia nesta casa”, destacou.

Fonte: Brasil 247

Compartilhar: