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Mobilização Nacional em Brasília nesta terça (14) denuncia retirada de recursos do Fundeb

Publicado em 14 de Junho de 2022 Por ADURN Sindicato
Mobilização Nacional em Brasília nesta terça (14) denuncia retirada de recursos do Fundeb

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participa, nesta terça-feira (14), em Brasília, da Audiência Pública e das Mobilizações em Defesa dos Recursos da Educação, organizada pela Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação, que tem como objetivo barrar a retirada de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

A Câmara dos Deputados vai apreciar nesta terça o Projeto de Lei Parlamentar (PLP) nº 18/2022 que cria um teto de 17% de incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os novos bens e serviços essenciais os relativos aos combustíveis, à energia elétrica, às comunicações e ao transporte coletivo. É que o governo de Jair Bolsonaro (PL) está dizendo para o povo que este PLP é para reduzir preços da gasolina e do gás, além de amenizar a inflação. Mas deputados, professores e entidades alertam que a medida, se aprovada, tira recursos do Fundeb, da saúde e da segurança pública, além de não resolver de fato o problema da alta dos preços.

Para a secretária de combate ao racismo da CNTE, Iêda Leal de Souza, eles querem aprovar esta medida para reduzir quase 20 bilhões nos investimentos do Fundeb - o que vai estrangular estados e municípios na arrecadação - de forma imediata e sem debate público. Segundo ela, é necessário que se discuta e alerte todo nosso país sobre os riscos desse PLP e denunciar que de fato existe uma orquestração para que a educação possa sofrer mais um ataque. “Vamos reunir forças e mais argumentos para dizer não à retirada de investimentos na educação e da saúde e outras políticas públicas básicas que serão atingidas com esta proposta deste desgoverno. A gente quer, na verdade, lutar por mais investimentos em todas as áreas que significam vidas para todas e todos os brasileiros(as)”, destaca.

Iêda vai representar a CNTE na audiência pública em defesa da educação, dos recursos para educação, contra os cortes na educação e a cobrança de mensalidade nas universidades públicas, educação domiciliar, militarização e privatização e para dizer chega de inflação, das altas dos juros e carestia que acontece na Câmara dos Deputados.
Estudantes de todo país estão vindo para a capital federal para também fazer uma marcha em direção ao MEC.

Sobre o PLP 18
Segundo a professora e Deputada Federal por Mato Grosso, Rosa Neide (PT), a aprovação do PLP vai causar um corte muito pequeno no preço dos combustíveis e da energia, que não vai compensar para os estados e municípios, sendo que parte do ICMS vai para as políticas públicas básicas.

“Esse modelo de projeto não resolve o problema dos preços que são praticadas no Brasil e ainda vai atrapalhar fortemente a educação dos estados e dos municípios, que terá dificuldade inclusive em pagar a folha salarial”, afirmou a deputada.

Ela conta que “o preço que os combustíveis estão sendo praticados no Brasil com base no dólar, sendo que a gente produz em real e o povo paga na bomba em real, e isso não vai resolver se o dólar continuar subindo”.

Emendas propostas
A deputada afirma que o PLP inteiro é ruim para a população, mas que há propostas de emendas na proposta para diminuir os efeitos maldosos na educação. Os senadores Fabiano Contarato (PT/ES) e Jean Paul Prates (PT/RN) apresentaram as emendas 26 e 57, que não apenas asseguram as vinculações na hipótese de compensação, mas determinam a compensação, de modo a preservar o novo Fundeb, recentemente inscrito no corpo permanente da Constituição Federal pelo Congresso Nacional.

“Na Câmara está se tentando conter um pouco a tragédia, mesmo sabendo que nenhuma emenda resolve o problema. A proposta que iremos apresentar, é que o governo deverá repor a perda dos estados e municípios para fazer com que a tragédia seja um pouco menor”, explica Rosa Neide.

O que diz a CNTE
Em nota, CNTE disse que o governo Bolsonaro e seus aliados insistem em transferir aos estados a culpa pela alta excessiva dos combustíveis no Brasil, a qual se deve, incontestavelmente, à política de preços estabelecida pela Petrobras, desde o governo ilegítimo de Michel Temer, que atrelou o custo nacional ao mercado internacional (em dólar).

“A CNTE tem grande preocupação com o controle da inflação e com a garantia de direitos do povo brasileiro, em especial com o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, razão pela qual não concorda com a alternativa proposta no PLP 18/22, podendo, alternativamente, além da necessária mudança na política de preços da Petrobras, serem estipuladas alíquotas mínimas e máximas para o ICMS, a depender do preço médio dos combustíveis e demais serviços públicos”, diz trecho da nota.

Fonte: CNTE

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