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“CONAPE da Esperança: porque agora é a hora de falar de Educação”

Publicado em 26 de Julho de 2022 Por ADURN Sindicato

 

Artigo da professora Alessandra Assis foi publicado no site do jornal ATARDE em 22 de julho de 2022, com importante reflexão sobre a 2ª Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE) e o caráter estratégico da educação para a construção de uma nação soberana. Alessandra é docente da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenadora do Fórum Estadual de Educação da Bahia, e integrou a delegação docente (da APUB) na CONAPE, com as professoras Andréa Beatriz Hack, diretora Administrativa da APUB, e Eliane Gonçalves da Costa, do Campus dos Malês/UNILAB, eleitas na Conferência Estadual de Educação da Bahia (COEED 2022).

Confira o artigo:

CONAPE da Esperança: porque agora é a hora de falar de Educação

Em meio às graves tentativas de desestabilização do processo eleitoral, vindas do próprio presidente eleito, pode parecer que agora não é hora de falar de Educação. Porém, esse e de outros ataques à democracia encontram campo fértil entre nós, em grupos que parecem, simplesmente, admitir e multiplicar notícias falsas, sem qualquer filtro. A resistência a essa “avalanche” se faz, necessariamente, a partir do pensamento crítico acerca da realidade, o que é um elemento essencial da educação.

Esse preâmbulo, rápido e simplificado, para contextualizar a Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE), realizada na capital do Rio Grande do Norte, entre os dias 15 e 17 de julho. O encontro foi organizado pelo Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE), composto por mais de 40 entidades nacionais e articulado aos fóruns estaduais e municipais de educação. Trabalhadores/as da educação, estudantes, representantes de movimentos sociais, sindicatos, parlamentares e outros atores aprovaram emendas ao documento base com seis eixos temáticos, após rodadas de discussão nas conferências estaduais e municipais. O resultado, além do documento final, foi a ampliação da participação popular no debate sobre o papel estratégico da educação para a construção de uma nação soberana.

A Conferência teve como lema “Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”. Veio denunciar o desmonte das políticas públicas após o golpe que retirou a presidenta Dilma. Sobretudo, demonstrou os retrocessos do governo Bolsonaro, sua orientação neoliberal e conservadora. Além das conquistas que estão em xeque, registrou o agravamento das desigualdades educacionais após o fechamento das escolas e a postura negacionista do governo durante a pandemia.

Inspirada no legado de Paulo Freire, Patrono da Educação Nacional, a CONAPE veio reafirmar a educação que emancipa as pessoas, convocando a sociedade à mobilização. Na Carta de Natal, aprovada na plenária final, a tarefa de reconstrução gira em torno de três metas: 1) a imediata revogação de medidas que inviabilizaram financeiramente, que minimizam, padronizam e burocratizam a educação; 2) a retomada e consolidação da educação como política pública de Estado e direito de todos; 3) a construção de novas formas de enfrentamento para superar os efeitos da pandemia na educação, assegurando permanência na escola, recuperação de aprendizagens, acesso ao conhecimento, formação crítica, cidadã, humana e solidária.

Assim, a intitulada “A CONAPE da Esperança” renova expectativas e diz muito sobre o papel estratégico da educação para reconstrução do País frente ao desmonte dos últimos 4 anos. A consolidação do Estado democrático de direito depende da “máquina de fazer democracia”, como disse Anísio. Mais que nunca, a hora é agora, é urgente construir uma educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es.

Fonte do artigo ATARDE.

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