Editorial
Publicado em 28 de Junho de 2009
Por ADURN Sindicato
Parabéns, UFRN, Parabéns ADURN
Contrariando as previsões catastróficas que apostavam no sucateamento das universidades públicas, elas vêm se desenvolvendo e se qualificando, crescentemente, desde o final do século XX. Este é, precisamente, o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que há poucos dias foi reconhecida pelo Ministério da Educação como a melhor universidade do Nordeste.
Esse crescimento e desenvolvimento, que se inscreve em políticas nacionais, aqui na UFRN também é fruto do envolvimento e da participação da comunidade universitária. Desde os anos 1990, verifica-se um intenso processo de qualificação dos professores, o que tem permitido a atualização e o aperfeiçoamento dos cursos de graduação e a criação de programas de pós-graduação. Este processo foi acompanhado pelo crescimento da pesquisa e das atividades de extensão, ampliando o conhecimento, especialmente sobre a realidade do Rio Grande do Norte, ao mesmo em que consolida os vínculos com a sociedade.
Como parte da história da UFRN, a partir do final dos anos 1970, o Movimento Docente local se organizou, com a fundação da ADURN, e teve uma participação fundamental no processo de democratização da universidade: eleições para dirigentes, democratização e fiscalização do orçamento,
melhoria das condições de trabalho.
Atualização do fazer política
A ADURN, que em 2008 completa 29 anos de sua fundação, sempre defendeu, apoiou e apóia a qualificação e a expansão da universidade. Sobretudo, quando esta expansão atende a critérios de qualidade e visa a inclusão social, como é o caso da UFRN.
Muitos professores que participaram da fundação do Movimento Docente local e da ADURN também contribuíram para o desenvolvimento da UFRN e têm colaborado, como dirigentes, em diversas Administrações. Isto é a comprovação do duplo e simultâneo amadurecimento de grupos atuantes do Movimento Docente e da UFRN.
As transformações ocorridas (e em andamento) no âmbito da UFRN exigiram a atualização das formas de fazer política na universidade, no sentido da participação democrática de todos os segmentos. Superadas a Ditadura Militar e as resistências internas de grupos conservadores, a UFRN pode avançar, realizando eleições democráticas para a escolha do Reitor e mantendo espaços de debate sobre os recursos financeiros e sua aplicação.
Sindicato da IFES
Enquanto surge uma nova universidade pública, falta consolidar um Novo Movimento Docente. Agora, devemos caminhar para a construção de um sindicato da IFES, com efetiva representação dos docentes, com inserção e reconhecimento na comunidade acadêmica. Este novo sindicato, ao mesmo tempo em que defende os interesses trabalhistas dos docentes, também deve preocupar-se com o ensino de graduação, com a pesquisa, a pós-graduação e com as parcerias com diferentes setores da sociedade civil, visando a inclusão social, a formação de quadros técnicos, a produção do conhecimento e a inovação tecnológica. Para os novos rumos da universidade novos rumos para a representação sindical.
Essa concepção de atuação político-sindical foi posta em prática pelas duas últimas diretorias da ADURN e é um compromisso de campanha da diretoria recém-empossada. Para sermos contemporâneos das mudanças precisamos realizar rupturas e atualizar o nosso próprio pensamento. Tem sido assim na história da ciência e achamos que deverá ser também com a vida e com as idéias políticas.
Hoje, a posição de destaque da UFRN entre as Instituições Federais de Ensino Superior do Nordeste e do Brasil espelha a mudança de prioridades e a implementação de políticas de desenvolvimento do país. Este reconhecimento chega em um momento certo, como um justo presente pelo seu 50º aniversário. Parabéns.