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Editorial

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato
Nem ufanismo, nem pessimismo A tão esperada implementação da primeira parte do acordo assinado entre o governo, o PROIFES e a CUT, que será desencadeada na próxima quarta-feira (02/julho), trouxe à categoria docente um conjunto de novos desafios para os próximos anos. Levando em consideração o recente histórico das negociações entre os representantes do movimento docente e o governo, pode-se afirmar que o dito acordo trouxe um inquestionável avanço para a nossa categoria, além de reforçar a percepção de que o movimento sindical docente precisa superar o arcaísmo e o dogmatismo. Nossos ganhos concretos foram frutos de uma articulação que desembocou numa estratégia equilibrada e propositiva e, por conseguinte, servem como balizadores das próximas ações políticas. Dentre os ganhos mais significativos, que teremos em três etapas (março/2008, fevereiro/2009 e julho/2010), para a nossa categoria podemos citar: (a) Reposição da inflação para todos os professores e acima daquela para boa parte da categoria - aqueles de maior titulação; (b) Elevação do teto salarial; (c) Isonomia remuneratória entre o ensino básico e o superior; (d) Equiparação entre as duas carreiras; (e) Incorporação da Gratificação por Atividade Executiva (GAE) e da Vantagem Pecuniária Individual (VPI) ao Vencimento Básico (VB); (f) Aumento da participação relativa do VB na remuneração; (g) Diminuição da participação relativa das gratificações na remuneração, que a partir de julho/2010 será composta de três itens: Vencimento Básico - VB, Retribuição por Titulação - RT e Gratificação Específica do Magistério Superior - GEMAS; (h) Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; (i) Extinção da GED. Todo esse processo exige da Direção uma postura arrojada e dinâmica para esse período. O acompanhamento da implantação das outras etapas do acordo e a recuperação do salário devido a possibilidade de um aumento dos índices inflacionários, além daqueles acordados, é uma dessas ações; uma atuação propositiva e ao mesmo tempo crítica no GT Carreira, defendendo de forma intransigente os interesses da nossa categoria e uma ação política que se remeta à defesa da universidade pública como um espaço de excelência, onde o saber é construído. Não será uma caminhada fácil visto que o governo insiste em manter uma visão politicamente anacrônica no que diz respeito ao tratamento dado aos professores universitários. Porém o processo de negociação que levou ao acordo nos incentiva a prosseguir na trilha das ações politicamente equilibradas. Posse da nova diretoria da ADURN Novos rumos ao movimento docente. Esse foi o mote dos discursos realizados pelas diretorias em transição durante a Assembléia Geral de Posse da Associação dos Docentes da UFRN (ADURN). Realizada na última sexta-feira, 20, a cerimônia foi presenciada por autoridades do Estado, como a deputada federal Fátima Bezerra; o Reitor da UFRN, Ivonildo Rego; o representante do Governo do Estado, Rinaldo Barros; professores e alunos da universidade; e representantes de centrais sindicais do Rio Grande do Norte e do Nordeste. Em seu discurso de despedida a ex-presidente, Profª Kênia Maia, fez um balanço das conquistas obtidas para os professores durante sua gestão com ênfase para o reajuste salarial da categoria. Segundo ela, o distanciamento que a entidade tem mantido, desde a gestão anterior, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) e sua aproximação com o Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (PROIFES) tem sido fundamental para os benefícios alcançados. As mudanças devido a esse afastamento também deram o tom ao discurso do Reitor Ivonildo Rego. Para ele, a maior conquista do movimento docente atual é o longo período sem greve de professores. “Tenho uma filha que está no terceiro ano de Direito e posso dizer que, possivelmente, ela irá concluir o curso sem saber como é passar por uma greve”. O professor João Bosco da Costa, novo presidente da ADURN concordou com as declarações do Reitor e reiterou que a greve é uma arma do movimento sindical que, ao longo dos últimos anos foi banalizada pelo seu excesso. “A greve deve, sim, ser utilizada, mas quando todas as formas de negociações forem esgotadas”, disse João Bosco. O presidente empossado terminou sua fala reafirmando o compromisso assumido com a comunidade acadêmica durante a campanha. Guiar a ADURN para um novo rumo do movimento docente.
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