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10º Congresso da Internacional da Educação revela tendência mundial de "apagão docente"

Publicado em 30 de Julho de 2024 Por ADURN Sindicato
10º Congresso da Internacional da Educação revela tendência mundial de "apagão docente"

Com o tema: “Capacitar nossos sindicatos, elevar nossas profissões, defender a democracia”, teve início nesta segunda-feira (29) e segue até a próxima sexta-feira (2) o 10º Congresso Mundial da Internacional da Educação. O PROIFES-Federação representa os professores e professoras do ensino superior do Brasil no evento com uma delegação composta por seis docentes, entre eles o presidente do ADURN-Sindicato e diretor de assuntos jurídicos da Federação, Oswaldo Negrão. Cerca de 1.200 delegados(as) e observadores(as) de 150 países estão reunidos nos debates.

 

Presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, integra a delegação do PROIFES-Federação no evento

Para Negrão, "é muito importante fazer o debate qualificado com a representação internacional e perceber a potência das necessidades que nós temos, do esforço solidário para que a educação seja valorizada pelos Estados, e para que os recursos públicos sejam garantidos para o financiamento de uma educação pública universal e de qualidade para todos e para todos".

Durante a abertura do evento, a presidenta da Internacional da Educação (IE), Susan Hopgood, definiu o congresso como uma mistura de esperança e determinação. Ela enfatizou o papel fundamental da IE na definição de um futuro sustentável e na abordagem dos desafios globais através da educação pública e afirmou que a determinação da EI em promover o progresso e defender a democracia nunca foi tão forte.

Mais tarde, o secretário geral da IE, David Edwards, refletiu sobre os desafios e conquistas do movimento sindical global da educação nos últimos cinco anos. Apesar de uma série de crises, desde a pandemia de Covid-19 à emergência climática, das guerras ao crescente autoritarismo, os educadores conseguiram criar oportunidades sem precedentes para promover o direito à educação, os direitos dos trabalhadores e a democracia em todo o mundo. Edwards ressaltou que em 30 anos a Internacional da Educação tem realizado ações de mobilização em todos os continentes, principalmente em países com históricos de ditadura e de perseguição de movimentos sindicais.

Evento acontece na cidade de Buenos Aires e segue até sexta-feira (2)

A preocupação com esse tipo de perseguição também foi abordada pela ministra do trabalho da Colômbia, Glória Inez Ramirez. A ex-sindicalista ainda ressaltou a importância de um governo de esquerda para a valorização da educação e dos seus trabalhadores e trabalhadoras, bem como para a implementação de políticas sociais estruturantes. 

Ao longo do dia, a desvalorização da categoria docente, os baixos salários, e a desestruturação das carreiras do magistério foram a tônica de vários discursos. Essas questões têm provocado mundialmente o que está sendo chamado de "apagão docente". Nos seus depoimentos,  representantes da França, Mongólia,  Marrocos,  Japão,  Tibet, Palestina,  Indonésia e Espanha também manifestaram uma profunda preocupação com o desfinanciamento da educação pública,  déficit no número de professores e o crescente ataque aos profissionais da educação.

A cobertura completa do 10º Congresso Mundial da Internacional da Educação pode ser conferida no site e redes da IE.

Veja a programação do evento aqui.

*Com informações da Internacional da Educação

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