Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas reafirma defesa de direitos, territórios e diversidade
No último sábado, 7 de fevereiro, o Brasil celebrou o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, uma data que se afirma como um chamado à ação política. Em um país construído sobre a violência colonial, essa luta segue atual diante das ameaças permanentes aos territórios indígenas, à preservação ambiental e aos direitos garantidos pela Constituição de 1988.
Mesmo com avanços recentes no reconhecimento da importância dos povos originários, os ataques não cessaram. Projetos que fragilizam a demarcação de terras, a imposição do marco temporal e a exploração predatória de territórios indígenas revelam como interesses econômicos seguem se sobrepondo à vida, à cultura e à autonomia desses povos. Defender os direitos indígenas é também defender a diversidade, o meio ambiente e um projeto de país mais justo.
As universidades públicas têm um papel fundamental nesse debate. Como espaços de produção de conhecimento, formação crítica e diálogo com a sociedade, precisam estar comprometidas com a valorização dos saberes indígenas, com a inclusão de estudantes indígenas e com a denúncia das desigualdades históricas que ainda marcam o acesso e a permanência no ensino superior.
O ADURN-Sindicato reafirma, neste Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da justiça social. Reconhecer e fortalecer a luta dos povos indígenas é reconhecer que não há futuro possível sem respeito à diversidade, à vida e aos direitos coletivos.