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Dia da Instituição do Voto Feminino no Brasil: Quando mulheres conquistam direitos, o Brasil começa a mudar

Publicado em 24 de Fevereiro de 2026 Por ADURN Sindicato

Houve um tempo em que a política brasileira se organizava como se metade da população não existisse. As mulheres trabalhavam, educavam, sustentavam, escreviam, mas não votavam. O país que hoje celebra o 24 de fevereiro como o Dia da Instituição do Voto Feminino começou a mudar quando essa exclusão passou a ser enfrentada publicamente. A data remete então ao Código Eleitoral de 1932, que reconheceu o direito das mulheres de votar e serem votadas, ainda que sob restrições iniciais.

Antes mesmo da lei nacional, o Rio Grande do Norte já havia rompido o padrão. Em Mossoró, em 1927, Celina Guimarães Viana se tornou a primeira mulher a se alistar como eleitora no país. No mesmo período, lideranças como Bertha Lutz articulavam, em escala nacional, a ideia simples e radical de que mulheres eram cidadãs completas. O voto feminino brasileiro nasceu assim, entre o pioneirismo local e a mobilização política mais ampla.

Quase um século depois, a pergunta que fica não é apenas o que mudou, mas o que ainda resiste. As mulheres são maioria do eleitorado e minoria nos espaços de poder. A desigualdade de representação continua atravessando partidos, candidaturas e oportunidades reais de participação. O direito formal existe, mas o acesso efetivo às decisões segue limitado por barreiras conhecidas: financiamento desigual, violência política de gênero, estruturas partidárias pouco abertas, etc.

Lembrar essa data no âmbito de um sindicato docente é reforçar que a democracia também se sustenta através da educação pública, crítica e inclusiva. Para o ADURN-Sindicato, entidade comprometida com a democracia e a igualdade, a data é um chamado para a universidade e a sociedade ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão e a enfrentar todas as formas de exclusão que ainda restringem o pleno exercício da cidadania.

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