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Seminário integra unidades do EBTT e reforça papel estratégico da carreira na UFRN

Publicado em 26 de Fevereiro de 2026 Por ADURN Sindicato

A integração entre as unidades que constroem o Ensino Básico, Técnico e Tecnológico na UFRN deixou de ser apenas discurso e ganhou forma concreta nesta quinta-feira (26), durante o I Seminário de Integração do Ensino Básico Técnico e Tecnológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Promovido pela Secretaria de Educação Básica, Técnica e Tecnológica em parceria com o Núcleo de Ensino da Infância, Escola Agrícola de Jundiaí, Escola de Música, Escola de Saúde e Instituto Metrópole Digital, o encontro reuniu docentes, técnicos administrativos e parceiros da rede EBTT do Rio Grande do Norte e de outros estados para discutir caminhos e fortalecer uma área estratégica da Universidade.

O ADURN-Sindicato marcou presença ao longo de toda a programação. Pela manhã, a professora Gilka Pimentel, diretora de Assuntos do EBTT do Sindicato, participou da mesa Panorama do EBTT no contexto institucional e nacional. Ela destacou que levou ao debate a dimensão sindical da carreira. “Eu tive a responsabilidade de trazer um panorama nacional, buscando situar o professor, quem é a carreira de EBTT no contexto nacional, institucional e sindical. Mostrar que a carreira do EBTT tem uma representação sindical, tem um porta-voz nas mesas de negociação e nas demandas do EBTT de uma forma geral”, explica.

Antes mesmo da abertura oficial, o diretor do ADURN-Sindicato, professor Dárlio Inácio, já ressaltava o significado do momento. “Nós do ADURN-Sindicato estamos presentes aqui no primeiro seminário EBTT da UFRN, valorizando essa iniciativa e apoiando. Esse evento tem o principal intuito de integrar as unidades acadêmicas, todas relacionadas com ensino básico, técnico e tecnológico dentro da UFRN”, afirma Dárlio. Ao longo do dia, o dirigente acompanhou as mesas e reforçou o compromisso do Sindicato com as pautas específicas da carreira.

A abertura teve tom simbólico, com apresentação da Orquestra Potiguar de Clarinete da UFRN e da turma do NEI CAP, evidenciando na prática a diversidade de públicos e faixas etárias que o EBTT alcança dentro da Universidade. Na mesa institucional, a professora emérita Ângela Maria Paiva Cruz lembrou que a permanência do EBTT nas universidades federais foi resultado de mobilização e resistência. Segundo Ângela “Nós temos o EBTT aqui nas universidades federais, não é por osmose. É por muita luta, muita resistência”. A ex-reitora destacou que manter essas unidades dentro da estrutura universitária é também uma escolha de projeto educacional, que articula ensino, pesquisa, extensão e inovação.

No período da tarde, a vice-presidenta do ADURN-Sindicato e vice-diretora do NEI CAP, professora Isaura Brandão, levou à plenária uma reflexão poética sobre identidade e docência. Ao citar o verso “No mundo que combato,morro, no mundo porque luto, nasço”, ela associou a trajetória da carreira EBTT à resistência cotidiana diante da precarização e das desigualdades, mas também à potência transformadora da educação pública. Sua fala foi recebida como um momento de reflexão em meio aos debates técnicos e institucionais.

Por fim, o seminário assumiu o desafio de construir estratégias para ampliar e qualificar a oferta da educação básica, técnica e tecnológica em sintonia com as demandas sociais. Dessa forma, a participação do ADURN-Sindicato na atividade simboliza a valorização do EBTT, que passa por reconhecimento institucional, integração entre unidades e, sobretudo, organização coletiva para defender uma universidade e todas as carreira que compõe.

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