ADURN-Sindicato tem participação ativa no Encontro Regional da RED de Trabajadoras de la Educación da IEAL
Nos dias 3 e 4 de março, o ADURN-Sindicato, junto ao PROIFES-Federação, esteve presente no Encontro Regional da RED de Trabajadoras de la Educación da IEAL, em Salvador - BA. A entidade potiguar foi representada pelas diretoras Gilka Pimentel e Vilma Vitor. O objetivo do evento foi discutir a igualdade de gênero, o combate à violência e o fortalecimento da atuação das mulheres nos sindicatos e na educação pública.
A atividade contou com a participação de convidadas como a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; a secretária de educação da Bahia, Rowenna Brito; a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva; a secretária das Mulheres do Estado da Bahia, Neusa Caudore; além de painelistas do Uruguai, Honduras, Colômbia e Costa Rica. A docente e diretora do ADURN-Sindicato, Gilka Pimentel, destaca que as programações do encontro ajudaram as mulheres presentes a terem “um panorama dos desafios, das dificuldades e das estratégias que os diferentes sindicatos, seja da Educação Básica, seja do Ensino Superior, vêm buscando para enfrentamentos políticas neoliberais de retirada de direitos dos trabalhadores”.
Já Vilma Vitor, também diretora do sindicato e docente aposentada da UFRN, reflete que os dois dias de atividades, que reuniram as mulheres trabalhadoras da América Latina e do Caribe, serviram para debater “questões emblemáticas de gênero, de raça e de etnia que transpassam as pautas educacionais. Desse modo, o resultado do encontro é a formalização de políticas públicas que valorizem as mulheres, que respeitem as mulheres e que façam valer todos os significados da importância da mulher no setor educativo de seus respectivos países”.
Além disso, trazendo dados relevantes, o vice-presidente da Internacional da Educação, Heleno Araújo, apresentou as últimas pesquisas sobre a violência de gênero no ambiente escolar no Brasil: só em 2024, foram 15.759 casos de violência interpessoal em instituições de ensino, o que corresponde a um aumento de 23% em relação ao ano anterior (2023); as meninas representam 58% das vítimas nos registros gerais e 84% nos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Ademais, Heleno mostrou ainda um número alarmante acerca do assédio cotidiano nas escolas: 70% dos docentes do Ensino Fundamental II e Médio já presenciaram comentários sexualizados sobre o corpo de alunas, e 42% relataram episódios de meninos tocando meninas sem consentimento.