25 de março recoloca em pauta a defesa da diversidade e dos direitos LGBTQIAPN+
O Dia Nacional do Orgulho Gay traz à tona uma discussão que segue urgente no Brasil: o direito de viver e amar com liberdade, segurança e respeito. A data marca uma história de enfrentamento à violência e à exclusão, e também serve para lembrar que os avanços conquistados pela população LGBTQIA+ continuam sendo alvo de reação política, moral e institucional.
A realidade mostra que o preconceito não desapareceu com a criação de leis ou com maior visibilidade na esfera pública. Ele permanece nas agressões, no desrespeito cotidiano, na hostilidade contra corpos dissidentes e na tentativa constante de empurrar essas existências de volta para a margem.
Dessa forma, é necessário sempre pautar essa temática em todas as esferas da sociedade incluindo dentro das nossas universidades. É nesses ambientes que se formam profissionais, circulam ideias e se disputa projeto de sociedade. Por isso, toda tentativa de censurar debates sobre gênero e sexualidade, deslegitimar identidades ou constranger pessoas LGBTQIAPN+ atinge diretamente o papel social da educação pública.
Ao registrar a data, o ADURN-Sindicato reforça a defesa de uma universidade democrática, plural e comprometida com os direitos humanos. Falar sobre orgulho gay, neste 25 de março, é reconhecer a legitimidade de trajetórias que durante muito tempo foram tratadas com desprezo, além de afirmar que a luta contra a discriminação e a intolerância precisa seguir ocupando o centro do debate público.