Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Reajuste de benefícios avança, mas ainda é insuficiente, avalia ADURN-Sindicato

Publicado em 27 de Março de 2026 Por ADURN Sindicato
Foto: Washington Costa

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos anunciou, na última quinta-feira (26), novos reajustes nos benefícios destinados aos servidores públicos federais, durante a 14ª reunião da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP). Reforçando sua legitimidade enquanto representante da categoria docente, o PROIFES-Federação participou da sessão através do vice-presidente da entidade, Flávio Alves.

Entre os principais pontos, o auxílio alimentação passará a ser de R$1.192,00, consolidando um aumento acumulado de 160% no período entre 2023 e 2026. O valor será incluído na folha de abril, com pagamento previsto para maio. Atualmente, o benefício está em R$1.175,00.

Também foram anunciados reajustes na assistência pré-escolar, que passará a ser de R$526,34 — um crescimento acumulado de 64% desde 2022 — e na assistência à saúde suplementar, cuja média chegará a R$213,78, representando aumento de 46% no mesmo período. Esses dois benefícios terão impacto na folha de maio, com pagamento em junho.



 Fonte: Siape e SRT/MGI


Apesar dos avanços apresentados, a avaliação do ADURN-Sindicato é de que as medidas ainda são insuficientes diante das necessidades reais dos trabalhadores e trabalhadoras, isso porque a defesa do PROIFES-Federação é de que esses auxílios sejam equiparados aos que são pagos a outras carreiras do Serviço Público Federal. 

Para o presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, é  importante ressaltar o esforço do atual governo para a recomposição desses benefícios, mas também é importante ressaltar que os servidores têm um acúmulo de prejuízos, considerando que  foram sete anos de congelamento desses benefícios durante os governos Temer e Bolsonaro. “Por isso que os servidores, por um lado, têm o que comemorar, sim, pelo reajuste apresentado, mas ainda precisamos recompor muito mais esses benefícios, em especial o auxílio saúde, porque o auxílio saúde é um benefício que atinge também os servidores aposentados”, explica Negrão.

O dirigente lembra que os servidores aposentados integram a parcela da sociedade que tem as maiores despesas pessoais com a saúde, com a necessidade, muitas vezes, de medicamentos e de planos de saúde que têm subido, de um modo geral, muito acima da inflação. “Por isso nós seguimos na luta, reconhecemos o esforço do governo, mas reivindicamos, sim, melhores recomposições para a sequência das mesas e também, em especial, para o ano de 2027”, ressaltou o presidente do ADURN-Sindicato.

O presidente do PROIFES-Federação, Wellington Duarte, avaliou que a reunião consagrou as ações do PROIFES desde a assinatura do acordo de 2024, ocasião em que a entidade negociou com o governo tanto o reajuste salarial, quanto dos benefícios. Para Duarte, apesar dos valores ainda estarem muito aquém do desejado, pode-se considerar, dentro dessas condições, um avanço no processo de negociação. “A Federação, portanto, cumpriu sua tarefa, representou os docentes das instituições de ensino superior, e continuará fazendo o que deve fazer: negociar pelos professores e professoras e defender a universidade pública  e o seu orçamento”, concluiu.



Compartilhar: