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1º de Maio: a luta docente como pilar da universidade pública e da democracia

Publicado em 30 de Abril de 2026 Por ADURN Sindicato

O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, celebrado em 1º de maio, não é apenas uma data simbólica. É um marco histórico de resistência, organização coletiva e enfrentamento às desigualdades que seguem estruturando o mundo do trabalho. Para a categoria docente, esse dia reafirma a centralidade da luta em defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, bandeiras que o ADURN-Sindicato sustenta cotidianamente.

Ao longo de 2025 e neste início de 2026, a entidade consolidou seu papel como instrumento de mobilização, formação política e defesa intransigente dos direitos da categoria. Em um cenário ainda marcado por desafios estruturais, como o subfinanciamento da educação, a precarização das condições de trabalho e as disputas em torno do debate sobre a proposta de Reforma Administrativa, a atuação do sindicato foi pautada pela combinação entre ação política, diálogo com a base e incidência pública.

2025: mobilização, debate e enfrentamento

O ano de 2025 foi marcado por uma intensa agenda de atividades que reafirmaram o compromisso do ADURN-Sindicato com a valorização docente. Entre assembleias, seminários e atos públicos, o sindicato promoveu espaços fundamentais de escuta e construção coletiva.

O ADURN atuou de forma articulada com o PROIFES-Federação e outras entidades do setor da educação, fortalecendo a unidade na luta pela recomposição dos orçamentos das Instituições Federais de Ensino (IFEs) e representando a categoria nas mesas setoriais de negociação permanente do Ministério da Educação (MEC). No campo jurídico, assinou acordo na Ação dos Precatórios junto à Procuradoria Geral Federal (PGF), beneficiando cerca de 1900 docentes que há mais de três décadas aguardavam por um desfecho do processo.

Na universidade, realizou amplo debate acerca das mudanças propostas pela reitoria para a Carga Horária Docente, visitando cada campus da UFRN com o objetivo de ouvir as demandas da categoria. O documento final contendo as mudanças propostas pelos docentes foi entregue posteriormente à administração.

Na luta pelos Direitos Humanos esteve presente em reuniões locais e nacionais discutindo temáticas como o enfrentamento à violência contra a mulher e os direitos da população LGBTQIAPN+.

Outro eixo estratégico foi o enfrentamento à Reforma Administrativa, tema recorrente em mesas de debate, audiências públicas e atividades formativas propostas pelo ADURN-Sindicato.

Compreendendo a importância da luta coletiva, o sindicato também se somou às atividades pelo fim da escala 6x1 e contra a PEC da Blindagem.

Início de 2026: continuidade da luta e novos desafios

O início de 2026 manteve o ritmo de mobilização. O ADURN segue promovendo debates e atividades de base, com destaque para a continuidade da luta contra a Reforma Administrativa e pelo fim da escala 6x1, além do fortalecimento do debate sobre condições de trabalho e saúde docente, temas cada vez mais urgentes diante do cenário de intensificação das atividades acadêmicas.

A intensificação das demandas, o adoecimento da categoria e os impactos da sobrecarga de trabalho estão sendo tratados não apenas como questões individuais, mas como expressão de um modelo que precisa ser combatido coletivamente.

A entidade também esteve presente em agendas mais amplas da classe trabalhadora, reforçando que a luta docente não se dá de forma isolada, mas integrada às demandas por justiça social, direitos trabalhistas e fortalecimento dos serviços públicos.

Campanhas temáticas, como as voltadas à valorização das mulheres docentes, ao combate às violências e à defesa de um ambiente universitário democrático e inclusivo, demonstram que o sindicato compreende a luta sindical em sua dimensão mais ampla: não apenas econômica, mas também social e política.

1º de Maio: memória, luta e futuro

Neste 1º de maio, o ADURN-Sindicato reafirma que a valorização docente é condição indispensável para a construção de um projeto de país mais justo e soberano. Defender direitos, enfrentar retrocessos e fortalecer a organização coletiva seguem sendo tarefas centrais.

A história mostra que nenhuma conquista veio sem luta. E é essa mesma disposição que move o sindicato: estar ao lado da categoria, construir unidade e seguir na linha de frente em defesa da universidade pública e dos direitos de quem a constrói todos os dias.

Mais do que celebrar, o 1º de maio é um chamado à mobilização. Porque a luta docente é, antes de tudo, parte da luta maior da classe trabalhadora.

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