Dia Nacional de Luta pelo fim da escala 6×1 e em defesa da soberania nacional
Por Adilson Araújo, presidente da CTB
A classe trabalhadora brasileira enfrenta um momento histórico de forte enfrentamento contra a precarização estrutural da vida. A luta pelo fim da extenuante escala 6×1 não é apenas uma demanda por direitos trabalhistas fundamentais, mas também um pilar central na defesa da soberania nacional contra a ofensiva imperialista que tenta transformar o Brasil em uma colônia de mão de obra barata e esgotada.
Para barrar as manobras que tramitam no Senado Federal contra a PEC 221/19, que reduz a jornada sem redução de salários e acaba com a escala 6×1, é urgente ocupar as ruas de todo o país e construir unitariamente um Dia Nacional de Luta, com greves e manifestações para pressionar o Parlamento e garantir a aprovação da proposta, que já conta com o precioso aval da Câmara Federal.
PEC dos patrões
O cenário atual expõe a face cruel do capital financeiro e de seus representantes no Congresso Nacional. O senador bolsonarista Rogério Marinho, do PL, que foi o patrono da malfadada reforma trabalhista de 2017, lidera uma nova afronta contra o povo: a chamada “PEC dos patrões”, que propõe jornada por hora e a prevalência de acordos individuais sobre acordos coletivos, deixando o trabalhador à mercê dos patrões, além de outros retrocessos.
Esta proposta indecorosa surge no Senado como uma manobra direta para esvaziar, distorcer e boicotar os avanços da PEC que põe fim à escala 6×1, amplamente debatida e impulsionada pela pressão popular na Câmara Federal, com forte apoio do presidente Lula.
Retrocesso
Convém lembrar que estamos há um século atrás da decisão tomada pelo industrial Henry Ford que ainda na década de 1920 implementou a jornada de cinco dias de trabalho, com dois de folga (5×2), por entender que o descanso era vital inclusive para a produtividade e o consumo. Os resultados foram muito positivos para a economia dos EUA, que evidentemente é muito mais poderosa que a brasileira.
Unidade e luta
No Brasil de hoje, o Senado tenta andar para trás, agindo contra a evolução histórica e tecnológica que já permite trabalhar menos e viver mais.Não haverá avanço sem a força e a luta unificada das massas trabalhadoras. O fim da desumana escala 6×1 e a conquista da jornada de 40 horas semanais só serão arrancados se a classe trabalhadora intensificar a mobilização social.
É hora de unificar os sindicatos, os movimentos populares e a juventude nas ruas, denunciando também a ofensiva imperialista, aliada ao Clã Bolsonaro, que acena com novas tarifas injustas e extravagantes contra exportações brasileiras a pedido do senador Flávio Bolsonaro, que foi conspirar contra o Brasil nos EUA e prometeu a Donald Trump entregar as terras rasas e minerais críticos às multinacionais estadunidenses em troca de apoio no pleito presidencial e para eludir o escândalo fétido em que está metido na companhia do “irmão” Daniel Vorcaro.
A soberania nacional está entrelaçada com a soberania do trabalhador sobre o seu próprio tempo, a sua saúde e o seu futuro. Aqueles que se opõem ao fim da desumana escala 6×1, fiéis aos setores mais reacionários do patronato, são os mesmos que atacam a soberania nacional, enfraquecem a democracia e subordinam os interesses do país a projetos externos.
Contra a PEC dos patrões de Rogério Marinho e pelas vidas que importam mais do que os lucros deles, e em defesa da soberania contra os traidores da pátria, nossa resposta deve ser: um vigoroso Dia Nacional de Mobilização e Luta em que devemos ocupar as ruas de todo o Brasil!
Fonte: CTB