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3 de julho: Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial

Publicado em 03 de Julho de 2026 Por ADURN Sindicato

Para o ADURN-Sindicato, pensar a questão racial é indissociável de pensar a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a própria educação superior no Brasil, que historicamente funcionou como um espaço de privilégios. Romper com essa lógica foi uma das maiores vitórias populares das últimas décadas, impulsionada de forma decisiva pela Lei de Cotas. Ver a pluralidade do povo brasileiro ocupando as salas de aula, os laboratórios e os postos de pesquisa da UFRN mudou a cara da nossa instituição e elevou a qualidade do conhecimento que produzimos.

No entanto, o preconceito e as barreiras invisíveis do racismo ainda persistem no nosso sistema. A discriminação se manifesta na falta de representatividade em cargos de gestão, na desvalorização de conhecimentos do povos negros e indígenas e, por vezes, em episódios explícitos de violência verbal ou institucional. Como intelectuais, educadores(as) e servidores(as) públicos, os(as) docentes têm o dever de promover o debate antirracista, transformando a sala de aula em um espaço de acolhimento e emancipação.

Do mesmo modo, a luta sindical também precisa ser antirracista na sua essência, não há como defender direitos trabalhistas e a valorização da categoria docente sem combater as desigualdades que afetam de maneira mais cruel os professores e professoras negros. O ADURN-Sindicato segue firme na defesa de uma UFRN democrática, popular, diversa e intolerante com qualquer forma de discriminação. Que o dia de hoje renove o nosso fôlego para as batalhas que ainda travamos e para as que virão.

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