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12 de agosto: Dia Nacional dos Direitos humanos

Publicado em 12 de Agosto de 2026 Por ADURN Sindicato
12 de agosto: Dia Nacional dos Direitos humanos

Nesta quarta-feira, 12 de agosto, o Brasil comemora o Dia Nacional dos Direitos Humanos. Esta data carrega a marca do trabalho, da dor e do compromisso político de quem enfrentou a violência para garantir dignidade à classe trabalhadora: foi em 12 de agosto de 1983 que a líder camponesa e sindicalista Margarida Maria Alves acabou assassinada a mando de latifundiários na Paraíba, na porta de casa e diante de sua família.

Quando presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Margarida bateu de frente com a exploração no campo ao exigir o óbvio: jornada de oito horas, carteira assinada, acesso à terra e escola para os filhos dos camponeses. Sua postura ficou gravada na história das lutas populares com um recado: "É melhor morrer na luta do que morrer de fome".

Se a ideia de Direitos Humanos ganhou força no mundo após os horrores da Segunda Guerra e se consolida no Brasil com a reconstrução democrática, a história de Margarida mostra que essa pauta nunca esteve garantida de vez. Acesso à saúde, moradia, trabalho digno e educação pública universal são conquistas cotidianas que exigem vigilância diária.

Sem universidade pública não há direitos humanos

Defender direitos humanos está diretamente ligado a defender uma universidade pública, gratuita, laica e com financiamento adequado, pois a cidadania plena não é possível sem acesso ao conhecimento e ao raciocínio crítico. Longe de funcionar como uma bolha, a universidade pública analisa os problemas que travam o desenvolvimento do país, propõe caminhos para a população e tenta diminuir abismos históricos por meio das cotas e do trabalho de extensão nas comunidades.

Por isso mesmo, os ataques aos direitos populares costumam começar pelo estrangulamento orçamentário da educação, a precarização das condições de trabalho nos campi e as tentativas de patrulhamento ideológico fazem parte de uma mesma engrenagem, voltada a silenciar docentes e colocar a produção científica a serviço de interesses privados. 

Os desafios de hoje

A defesa dos direitos humanos também têm que encarar os problemas do nosso dia a dia. Não dá para falar em dignidade sem enfrentar a fome que ainda castiga milhões de lares, sem combater o racismo ambiental que degrada as periferias e territórios tradicionais, e sem frear a violência cotidiana que atinge mulheres, pessoas negras, indígenas e a população LGBTQIAPN+.

Da mesma forma, a defesa desses direitos exige o combate à precarização acelerada do trabalho, que tenta empurrar conquistas históricas para a margem e transformar direitos básicos em privilégios de poucos.

O ADURN-Sindicato reafirma seu papel nessa caminhada. A ação sindical não se encerra na pauta salarial; ela se conecta diretamente com a construção de um país soberano, antirracista e menos desigual. Como professoras e professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, assumimos o compromisso de formar gerações capazes de pensar o Brasil criticamente e atuar na sua transformação.

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