Grecom traz Edgar Morin à UFRN
Um dos principais teóricos da complexidade, o francês Edgar Morin, virá a Natal dia 17 de setembro para participar da conferência “O destino da humanidade”, que acontecerá na Praça Cívica do Campus Universitário, às 19h. O evento tem o apoio das secretarias estadual e municipal e contará também com a apresentação da Orquestra Sinfônica da UFRN.
Esta é a segunda reunião que faz parte das atividades da Cátedra Itinerante UNESCO
- “Edgar Morin” para o Pensamento Complexo (CIUEM) e está sendo organizada pelo Grupo de Estudos da Complexidade – Grecom da UFRN. A conferência discutirá os desafios e propostas para uma educação do século XXI, reunindo acadêmicos, pedagogos, estudantes da rede pública e privada de educação e demais pessoas que estiverem interessadas.
A Cátedra Itinerante foi criada pela UNESCO para fomentar discussões e programas de intercâmbio que tem por base as idéias de um pensador, no caso Edgar Morin. Segundo a coordenadora da Cátedra no Grecom e uma das organizadoras do evento, Ceiça Almeida, o espaço na UFRN foi o primeiro ponto na América Latina a ser criado desde que a sede foi instalada pelo diretor Raúl Domingo Motta em Buenos Aires, em 2000.
Esta é quarta vez que Edgar Morin vem a Natal. Em maio de 1998, Morin veio pela primeira vez e proferiu a conferência “Amor, poesia e sabedoria”. Um ano depois, Morin voltou a convite da reitoria da UFRN para receber o título de doutor Honoris Causa, passando a fazer parte do corpo docente da Universidade. Neste ano de 2010, vem para a segunda reunião da Cátedra Unesco – CIUEM.
Patrono da Conferência
Edgar Morin nasceu no dia 8 de julho de 1921, na França. Um dos expoentes mais expressivos do pensamento mundial contemporâneo, intelectual que deseja e provoca, sem trégua, o reencontro entre ciência e humanismo, entre a cultura científica e a cultura humanística. Um teórico cujas ideias representam uma síntese aberta, e ao mesmo tempo radical, a respeito do papel social e ético do conhecimento deste século.
Formado em História, Geografia e em Direito, Morin é um pensador inclassificável, múltiplo, um “eterno estudante”. Um pensador que politiza o conhecimento, homem para quem só pode haver "ciência com consciência”, professor que expõe suas incertezas e acredita na “boa utopia”, na reforma da universidade e do ensino fundamental. Um educador para o presente e o futuro.