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Entraves para o desenvolvimento

Publicado em 16 de Setembro de 2010 Por ADURN Sindicato

Melhoria na malha viária estadual, ampliação do porto de Natal, mais investimento na preservação do meio ambiente e igualdade na distribuição de renda para os potiguares, foram assuntos abordados durante o painel apresentado dentro do seminário: “A UFRN e as eleições 2010 no RN: Desafios e Perspectivas para o próximo governo”. O evento, que se encerrou ontem, teve a participação de lideranças políticas, candidatos e estudantes universitários.
Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura e Meio Ambiente foi o tema da palestra apresentada pelos professores Francisco Wellington, Enílson Santos e Eliza Xavier. Eles apresentaram aos presentes no auditório da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, os principais problemas a serem enfrentados pelos próximos governantes em cada uma das áreas que compunham o tema central do painel.
“São vários os problemas de meio ambiente que devem ser resolvidos em breve: saneamento básico, qualidade da água e investimentos em pesquisas de meio ambiente em si”, destacou a professora do Centro de Biociências, Eliza Xavier. Ela pontuou que os problemas apresentados se estendem a todos os municípios do Estado, sendo um dos mais críticos o processo de desertificação da região do Seridó. Na capital, ela apontou o crescimento e ocupação desordenada de áreas de proteção ambiental como um dos motivos do desequilíbrio ecológico local. Além disso, Eliza denunciou que a biodiversidade do Parque da Cidade deve ser preservada e a prefeitura tem a obrigação de zelar pelo patrimônio ecológico. “Existem espécies naquele parque que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo. A prefeitura deveria parar com essa troca de farpas com a gestão anterior e concluir as obras do parque”.
As questões relacionadas ao desenvolvimento econômico do estado, foram esclarecidas pelo professor Wellington Duarte, do Departamento de Economia. “O RN vive numa encruzilhada. Cresceu muito nos últimos 40 anos e depois se estagnou. As mesmas empresas responsáveis pelo crescimento em outras décadas se mantém aqui e não investem em expansão”. Wellington diz que a pasta de exportações do estado é precária por exportar apenas produtos primários, como o camarão, e variar de acordo com a cotação do dólar.
A má distribuição de renda e os entraves políticos visualizados hoje no Estado, formam os gargalos que impedem o crescimento das exportações e instalação de empresas de grande porte que trabalhem num regime de cadeia produtiva, movimentando a economia estadual.
Uma política arrojada de desenvolvimento é aguardada pelos professores da universidade que expuseram seus pontos de vista durante o evento. “É necessário que indústrias de alto valor agregado se encaminhem para o RN e gerem uma cadeia de produção”, salienta Wellington. A desarticulação da economia estadual é apontada pelo professor como um dos pontos que devem ser consertados pelos próximos governantes.
A infraestrutura da malha viária estadual e as recentes mudanças no porto de Natal foram discutidas superficialmente. O professor Lenílson Santos fez elogios às melhorias feitas nas BR´s que cruzam o estado e apontou algumas mudanças que devem ser feitas o mais breve possível. “É preciso que o próximo governo recupere a conexão das vias ferroviárias estaduais com a Transnordestina, pois é de suma importância para o escoamento da produção através dos portos e rodovias”.
O professor comenta que o crescimento do porto de Natal deve acontecer para a outra margem do Rio Potengi, ou seja, na zona norte de Natal. Ele afirma que seria uma boa opção devido à logística de transportes que poderia ser realizada com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, além da rede ferroviária que cruza a zona norte de Parnamirim à Ceará-Mirim. Em relação ao transporte público na capital, o professor diz que é de inteira responsabilidade da prefeitura estudar e traçar planos de expansão.
No geral, os palestrantes enfatizaram a necessidade de maiores investimentos em pesquisa e responsabilidade ambiental. Para eles, o crescimento econômico depende da infraestrutura adequada e do cuidado na preservação do meio ambiente. “O crescimento sustentável deve ser explorado pelos próximos governantes. A expansão econômica e estrutural devem levar em consideração a fauna, a flora e as pessoas que estão inseridas neste contexto”, frisa a professora Eliza.

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