Posições de Unger sobre reformas sindical e trabalhista causam controvérsias
Em matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, reproduzida pela Agência Estado e veiculada pelo DIAP, o ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, trata das reformas sindical e trabalhista na perspectiva de criar mecanismos ou normas que facilitem a entrada dos trabalhadores informais no mercado de trabalho.
Por se tratar de tema controverso ainda em discussão pelas centrais sindicais, a UGT (União Geral dos Trabalhadores), em nota oficial questiona as posições do ministro.
Leia a íntegra da nota:
“UGT desautoriza ministro Mangabeira Unger
Em texto publicado hoje (18) na página A12, do jornal O Estado de São Paulo, o ministro Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos, se autonomeia o gestor das reformas trabalhista e sindical, em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A UGT desautoriza o ministro Mangabeira Unger a apresentar quaisquer propostas que alterem “parte” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mesmo com a ótima intenção (que a UGT defende) de facilitar a entrada dos informais no mercado de trabalho.
O movimento sindical e, especialmente a UGT, repudia as atitudes do ministro Mangabeira Unger por considerá-las uma tentativa de manipular a opinião pública e de acelerar decisões do Executivo sem ouvir, nos fóruns adequados, os trabalhadores.
A UGT, a terceira maior central brasileira, mantém no seu um ano de vida, seu apoio às práticas democráticas que exigem exaustivas discussões dos interessados em quaisquer mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho, ou seja, trabalhadores, patrões e Governo.”
Matéria relacionada: