Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Plano de Bush não convence os mercados e bolsas voltam a cair no Brasil e no mundo

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Depois da euforia da sexta-feira passada, o mercado brasileiro de ações retomou a rotina de queda, atribuída pelos analistas aos desdobramentos pessimistas do socorro que o governo norte-americano prometeu ao sistema financeiro. O Ibovespa recuou 2,86%.
À espera dos detalhes do pacote de US$ 700 bilhões, encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos no final de semana, os investidores adotaram a cautela. O temor de que os parlamentares possam dificultar a aprovação ou colocar medidas que encareçam a ajuda levou muitos investidores a vender ativos e se refugiar em outros menos arriscados. As commodities voltaram a desempenhar tal papel nesta segunda-feira (22-9).
Mau humor
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até ensaiou uma elevação na abertura e em vários momentos do pregão ficou no azul. Mas não conseguiu manter o desempenho, já que em Wall Street (Nova York) prevalecia o mal humor e as bolsas desabaram. O Dow Jones teve perdas de 3,28%. O Nasdaq caiu 4,17%.
A Europa também sentiu os efeitos da crise, registrando queda generalizada do valor das açõpes. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 1,41%, a 5.236,2 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 2,34%, para 4.223,51 pontos, com ações de indústrias pesadas e orientadas ao mercado lideraram as perdas. Em Frankfurt, o índice DAX cedeu 1,32%, cotado a 6.107,75 pontos.
As ações da Petrobras fizeram contrapeso ao sinal negativo na maior parte do pregão, já que subiam puxadas pela disparada do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o vencimento do contrato de outubro da commodity terminou em US$ 120,92, alta de 15,66%. A forte queda no dólar também ajudou os preços da energia a subir.
Petróleo
Mas a alta do petróleo somou-se às preocupações com o pacote do governo norte-americano e levou as ações a fecharem com quedas superiores a 3% nos EUA. O plano de compra de créditos podres das instituições financeiras norte-americanas pode mexer com muitas carteiras, e, em meio às incertezas, os investidores tentam se reposicionar no mercado.
Nas Bolsas, as ações de instituições financeiras estiveram no centro das vendas hoje, enquanto as empresas de energia seguiram como o único setor a registrar ganhos. Em linhas gerais, o governo dos EUA encaminhou ao Congresso um plano em que pede autorização para que o Tesouro americano possa recomprar hipotecas e dívidas podres até US$ 700 bilhões ao longo dos próximos dois anos. O documento ainda prevê a ampliação do limite de endividamento do setor público de US$ 10,6 trilhões para US$ 11,3 trilhões.
Dificuldades
Mas o pacote pode ter dificuldades de passar no Congresso, onde os democratas querem acrescentar algumas cláusulas, como limites às compensações para os executivos e a permissão para que o governo tome ações de qualquer instituição financeira que aderir ao programa.
No Brasil, as ações preferenciais (PN) da Petrobras acabaram devolvendo no fechamento a alta registrada durante todo o pregão. Recuaram 0,23%, embora as ordinárias (ON) tenham subido 0,23%.   Apesar da alta do preço de metais nas Bolsas de commodities internacionais, as ações da Vale e das siderúrgicas também fecharam em baixa na Bovespa, assim como o setor bancário.
Dólar
O desmanche de apostas contra o real depois que o Banco Central (BC) resolveu atuar injetando dólares no mercado na sexta-feira mantém o dólar em queda. A moeda americana fechou a segunda-feira cotada a R$ 1,793, com queda de 2,02%, seguindo uma queda de 5,12% na sexta-feira.
O dólar também perdeu valor ante o euro e o iene, movimento natural já que o governo norte-americano pretende colocar uma grande quantia em circulação no mercado. O excesso de oferta tira a atratividade da moeda norte-americana e os investidores voltam a investir em commodities, como o petróleo e ouro.
Apesar da queda acumulada de 6,72% nas duas últimas sessões, a divisa do Tio Sam ainda acumula alta de quase 10% em setembro.

Compartilhar: