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Representantes de entidades internacionais manifestam apoio ao ANDES-SN

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Além do apoio de diversas entidades brasileiras dos movimentos sociais e sindical, o ANDES-SN tem recebido apoio de representantes de entidades de países como Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Haiti, Suécia, Venezuela e Equador. Os militantes são signatários do abaixo-assinado divulgado por seções sindicais “contra as práticas anti-sindicais do governo Lula e dos patrões”. O documento rechaça a suspensão arbitrária do registro sindical do ANDES-SN pelo Ministério do Trabalho e pede ampla independência de classe das organizações dos trabalhadores.
Os apoiadores internacionais representam o Suteba (sindicato dos docentes da província de Buenos Aires), Asosyasyon Inivèsitè ak Inivèsitèz Desalinyèn (Asid) do Haiti, Sindicato de los Trabajadores do Paraguai, Sindicato dos funcionários do Ministério da Fazenda do Paraguai (PRISIFUMIH), organizações como a Escola Politécnica do Equador (EPN), entre outras instituições.
Com essa ampla mobilização por apoio, o ANDES-SN e suas seções sindicais ampliam a denúncia da perseguição política que vem sofrendo além das fronteiras nacionais. “Isso demonstra a solidariedade da classe trabalhadora contra os seus opressores, que infelizmente ainda é uma realidade em todo o mundo. Ao lutarmos contra as ações arbitrárias do governo brasileiro contra a categoria docente, estamos lutando pelo direito da livre organização dos trabalhadores”, afirma José Vitório Zago, 1º tesoureiro do ANDES-SN.
Zago lembra que outras entidades e militantes sindicais e dos movimentos sociais têm sido perseguidos no Brasil. “No final do ano passado, o Conselho Superior do Ministério do Público do Rio Grande do Sul decidiu que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra – MST deveria ser extinto por representar um perigo à segurança nacional. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, sindicatos têm enfrentado pesadas multas por organizarem sua base em protestos por melhores condições de trabalho e salário. Nesse contexto, ao denunciarmos as estratégicas do governo contra o ANDES-SN, estamos fortalecendo a luta pelo fim da criminalização dos movimentos sociais e sindical, o que a torna ainda mais legítima”.

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