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Unidas, Centrais vão ao Senado lutar por aumento real do salário mínimo

Publicado em 22 de Fevereiro de 2011 Por ADURN Sindicato

As Centrais Sindicais voltam a se mobilizar no Congresso Nacional esta semana quando na quarta-feira (23) o Senado irá apreciar e colocar em votação o projeto do governo que breca a recuperação do mínimo, com reajuste de R$ 545, e que foi aprovado na última quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados.
Unidas, as Centrais vão se reunir com lideranças do Senado para defender o acordo da política de recuperação do mínimo. Os sindicalistas vão dizer aos parlamentares que as explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o arrocho salarial impede a alta da inflação é conversa de neoliberal e de monetaristas que querem impor ao governo de Dilma Rousseff a política dos derrotados.
Até o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi obrigado a admitir, na sua última ata, que a pressão sobre o preço dos alimentos é fruto da especulação internacional com as commodities. A CGTB já refutou por diversas vezes – inclusive na presença do Mantega em reunião com as Centrais em São Paulo e em Comissão Geral da Câmara – essas afirmações da equipe econômica do governo.
Além do arrocho nos salários, Mantega defende o corte nos serviços públicos e aumento dos juros. Seu objetivo ao rasgar o acordo de recuperação do salário mínimo assinado entre as Centrais e o presidente Lula é derrubar o crescimento do PIB de 7,5% em 2010 para 5% este ano.
O pseudo argumento do ministro de que não há recursos para um salário mínimo maior do que R$ 545 este ano é falso. Tanto assim que em 2009, em plena crise – portanto, com diminuição da arrecadação -, o salário mínimo teve aumento real de 6,2%.
A falácia de que o aumento do salário mínimo vai prejudicar as contas públicas e a Previdência Social cai por terra com os dados de que em 2009, no ápice da crise, a Seguridade Social, da qual faz parte a Previdência, teve superávit de R$ 32,6 bilhões. Em 2008 o superávit foi de R$ 40 bilhões; em 2007, R$ 60,9 bilhões; em 2006, R$ 50,8 bilhões; em 2005, R$ 62 bilhões.

CGTB -

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