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Reitor da USP diz que sindicato dos funcionários é partidário "do quebra e do arrebenta"

Publicado em 20 de Abril de 2011 Por ADURN Sindicato

O reitor da USP (Universidade de São Paulo), João Grandino Rodas, disse nesta segunda-feira (18), durante entrevista à rádio Band News, que o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) é partidário do “do quebra e do arrebenta” e que vem sendo “governado há 30 anos pelas mesmas pessoas” em busca do “objetivo deles próprios”.
“Este ano, o povo paulista está investindo na USP R$ 3,6 bi, do qual 85% são para o pagamento de salários. Portanto, a gente verifica [que] o sindicato é algo importantíssimo, não pode desaparecer, mas não pode continuar sendo daquele jeito, da ameaça pessoal, do impedimento do direito de ir e vir, do quebra e do arrebenta”, afirmou Rodas.
“Se trata de um sindicato que vem governado há 30 anos pelas mesmas pessoas, que são ligadas a micropartidos de extremíssima esquerda e que portanto eles não estão ali fazendo o objetivo da universidade, mas o objetivo deles próprios”, disse Rodas. “Há mais de 20 anos, quando se chega abril e maio, eles possuem agenda de greve, manifestações.”
Ainda de acordo com o reitor, a paralisação dos funcionários terceirizados, que bloqueiam a entrada da reitoria desde a semana passada, é “manipulada”. “Essa greve, essa paralisação, e isso é claro e notório, [os funcionários são] manipulados pelo próprio sindicato dos funcionários, que traz essas pessoas e monitora de longe com objetivos próprios e não de pura e simplesmente de proteger essas pessoas.”
“Maioria nem é filiada”, diz representante do Sintusp
Magno de Carvalho, dirigente do Sintusp, afirma que “a maioria do sindicato nem é filiada [a partidos]”. “Eu fui fundador do PT, mas me decepcionei com aquilo lá”, diz. “Estou na USP há 33 anos. Estive algumas vezes na diretoria do sindicato. Voltei a ser diretor do sindicato esse ano agora”, afirma.
O dirigente diz também que o fechamento do prédio da reitoria “não foi decidido nem proposto pelo sindicato". “Havia duas propostas [dos terceirizados]: entrar na reitoria ou fechar o prédio. Isso foi numa sexta-feira, oito da manhã. Não opinamos, nós achamos que não era o caso [de entrar]”, diz.
Carvalho afirma que o bloqueio à reitoria deve continuar até o pagamento das verbas rescisórias desses funcionários terceirizados. “Enquanto não fizer a rescisão de contrato de todo mundo, eles vão manter o prédio fechado, isso por parte da terceirizada”, diz.
Além deles, estão em greve os servidores da própria reitoria, por conta da proposta de mudança de alguns dos órgãos da USP para edifícios fora do campus da capital paulista. O Sintusp alega que a mudança seria "forçada"; a universidade, no entanto, afirma que houve uma consulta e que os trabalhadores tinham a opção de escolher ficar.
“Por parte dos funcionários da reitoria, a mudança não foi feita. Nem a física. Iam fazer no final de semana e não conseguiram fazer”, afirma Carvalho.

UOL Educação

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