Pesquisadora da UFRN recebeu Prêmio Mulher Cientista nesta terça
A professora Técia Maria de Oliveira Maranhão, do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, recebeu na manhã desta terça-feira, 26, o Prêmio Mulher Cientista na categoria Sênior, concedido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN). A solenidade ocorreu no auditório da Governadoria, que contou com a presença da governadora Rosalba Ciarline e da presidente da FAPERN, professora Maria Bernardete Cordeiro de Sousa, além de autoridades locais.
Em seu discurso de premiação, a professora Técia Maranhão se emocionou ao citar o marido, que ela definiu como um “grande admirador”, dedicou o prêmio aos filhos e netos e agradeceu, dentre outras pessoas, ao professor Marcos Felipe de Sá e à ginecologista Albanita Leite Soares de Macedo. Sobre as dificuldades no campo da pesquisa, ela reconheceu que o desempenho do pesquisador é fundamental na captação de recursos e que, como os resultados de uma pesquisa sempre traz novos interesses, o pesquisador está sempre carecendo de mais apoio. “A premiação não é minha. A premiação é nossa”, encerrou.
Premiada como Pesquisadora Sênior, honraria concedida aos concorrentes com mais de 10 anos de atuação, Técia Maranhão teve reconhecida sua dedicação às pesquisas na área de medicina da mulher e saúde comunitária desenvolvidas no âmbito da UFRN, em especial seu empenho na consolidação do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, que coordena atualmente. Ela atua também no programa de extensão Pró-Natal-Assistência à Saúde Reprodutiva, no bairro de Felipe Camarão, além estar envolvida em outras atividades ligadas à ginecologia e obstetrícia.
O Título de Menção Honrosa foi para a professora Selma Maria Bezerra Jerônimo, também da UFRN, que não pôde comparecer à premiação por ter firmado compromissos antes da divulgação da premiação. A professora Selma Maria desenvolve trabalhos na cidade de Natal acerca da leishmaniose visceral, através da implantação de ensaio sorológico para determinar a infecção dos pacientes suspeitos; estudos referentes à hanseníase, no Hospital Giselda Trigueiro; e pré-eclâmpsia, na Maternidade-escola Januário Cicco, além de projetos de colaboração nacional e internacional (Brasil, EUA, Austrália e Inglaterra).
Na categoria Jovem, a premiada foi a professora Tirzah Braz Petta Lajus, também da UFRN, pelo estabelecimento de uma rede de aconselhamento genético no RN para detecção precoce do câncer de mama hereditário, com o intuito de desenvolver o diagnóstico biomolecular. “Minha carreira científica está apenas começando”, declarou a doutora em biologia molecular de apenas 31 anos de idade. “Espero que minhas pesquisas tenham aplicação para a sociedade, que não sejam só artigos publicados”, completou.
Os critérios para concessão do Prêmio incluem formação acadêmica, tempo de atividade na docência e pesquisa, produção científica, tecnológica e de inovação (livros publicados, organizados, patentes, periódicos etc), formação de recursos humanos (orientação de doutorados e mestrados), prêmios e honrarias (bolsa de produtividade de pesquisa) e avaliação do Memorial Resumido.
Na primeira edição do Prêmio Mulher Cientista, a vencedora na categoria Sênior também integra os quadros da UFRN: a professora Lucymara Fassarela, que atua na área de biotecnologia com ênfase em genética, professora-orientadora permanente nos cursos de pós-graduação em Bioquímica da Universidade, e integrante da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio).