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Trabalhadores em educação pedem cumprimento do piso nacional

Publicado em 11 de Maio de 2011 Por ADURN Sindicato

Trabalhadores em educação de 41 entidades de todo o país ligadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) paralisaram as atividades e fizeram um protesto em frente ao Congresso Nacional por melhores condições de trabalho e pelo cumprimento do piso salarial nacional.
Os trabalhadores também reivindicam a aprovação ainda este ano do Plano Nacional de Educação (PNE) e a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área. No fim da manhã, cerca de 150 professores visitaram o gabinete dos parlamentares para entregar o documento com as principais reivindicações dos profissionais.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional a lei que criou, em 2008, o piso do magistério. Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, agora é preciso fazer com que a lei seja respeitada. “Vamos falar com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para que o MEC [Ministério da Educação] use seu poder com os prefeitos e governadores, para que seja respeitado o piso nacional dos professores”, afirmou Leão.
A professora Edneia Silveira, professora do Ensino Fundamental em Montes Claros (MG) há 12 anos, disse que se sente indignada com a diferença salarial entre os professores no Brasil. “É injusto que um profissional de Brasília receba R$ 3 mil de salário, enquanto o de Minas, que exerce a mesma função, recebe R$ 1,3 mil”, reclama.
Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, é preciso que o governo priorize a educação. “São escândalos a toda hora, é desvio de merenda escolar, dos recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], desvio de função de educadores, se não houver valorização da educação e dos professores, a carreira vai acabar, pois não vai atrair novos profissionais, os jovens hoje não querem mais ser professores”, disse.
O professor Piter Paul Pereira, de Campo Grande (MS), leciona há sete anos, e disse que sofre muitas dificuldades no dia a dia. “A escola hoje enfrenta muitos problemas é qualidade da educação, da estrutura das instituições, violência contra professores e alunos, aliado a isso ainda tem a desvalorização do educadores”, disse.
A CNTE vai manter a mobilização de profissionais da educação durante toda a semana. Para a tarde de hoje está marcada uma audiência pública na Câmara dos Deputados com o tema Qualidade da Educação. Também está agendada uma reunião de representantes da CNTE com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Portal Vermelho -

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