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Supermercados potiguares vão abolir o uso das sacolas plásticas

Publicado em 20 de Maio de 2011 Por ADURN Sindicato

Consideradas como um dos principais vilões da poluição do meio ambiente, as sacolas plásticas de supermercados podem estar com dias contados no estado. A Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) comunicou ontem à imprensa a sua intenção de, até o final deste ano, abolir por completo a utilização das sacolinhas e conscientizar a população para mudar seus hábitos, substituindo-as por ecobags (bolsas de algodão), caixas, carrinhos ou sacolas biodegradáveis. De acordo com o presidente da Assurn, Geraldo Paiva, a medida beneficiará diretamente a natureza, pois o destino final das embalagens é o lixo, a rede de esgotos e os rios, contribuindo em muito para a degradação do meio ambiente. O veto às sacolinhas terá ainda um outro reflexo importante: a medida deverá proporcionar uma economia global aos supermercados potiguares de cerca de R$ 6 milhões, o correspondente a 1% do faturamento.
Para se ter uma ideia, anualmente circulam em todo o mundo entre 500 a 1000 bilhões de sacos plástico. Apenas uma rede de supermercados de Natal utiliza uma média de 27 milhões de saquinhos por ano. Juntas, as empresas filiadas a Assurn consomem cerca de 300 milhões. Como primeira medida, a Assurn orienta os estabelecimentos a não mais embalar as compras quando a entrega for a domicílio. Mas a ideia é transformar a proibição em lei municipal e estadual e, para isso, o vereador Assis Oliveira (PR) e o deputado Fábio Dantas (PHS), presentes à coletiva, anunciaram que já estão preparando projetos de lei, proibindo os estabelecimentos de utilizarem os saquinhos de plástico.
Outra medida seria a introdução de sacos biodegradáveis que se desmancham num prazo de seis meses, mas eles representam um custo alto para os supermercados, pois enquanto uma embalagem normal custa R$ 0,02 a biodegradável está em torno de R$ 0,50. Mas são as ecobag, que lembram aquelas bolsas de feira livre, que chegam com força para assumir o mercado. Feitas de algodão, elas ao mesmo tempo ajudamno combate à poluição e representam emprego para o artesão.
Geraldo Paiva informou que as redes de supermercados vão começar a disponibilizar, para venda, as sacolas de algodão. O preço de R$ 4 assusta, porque para fazer uma feira a família teria que dispor de 8 a 10 unidades. A expectativa é de que, com a nova demanda, esse valor baixe consideravelmente e as famílias mais carentes tenham acesso.
Sacolas em números
l 300 anos é o tempo que a sacola plástica leva para se decompor
l R$ 0,02 é o valor da unidade da sacolinha
l 300 milhões é o número de sacolas em circulação por ano no RN
l 1% é o que representa as sacolinhas no faturamento das lojas
l R$ 6 milhões é a economia dos supermercados com a proibição das sacolas

Diário de Natal -


 

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