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MBA lá e cá

Publicado em 31 de Maio de 2011 Por ADURN Sindicato

No best-seller O Mundo é Plano, o jornalista americano Thomas Friedman afirma que barreiras históricas e geográficas ficaram irrelevantes no mundo globalizado. Para ele, quem quiser se manter competitivo nesse cenário precisa buscar qualificação.
O executivo da Alcon Amaury Guerrero (à dir.) foi promovido depois de concluir MBA internacional da FGV
Executivos brasileiros podem até não ter lido o livro, mas estão seguindo o conselho à risca. Para muitos deles, os MBAs devem abrir as portas da globalização literalmente, permitindo fazer parte do estudo no exterior. Para atender a esse público, escolas de negócios têm ampliado convênios com instituições de fora.
Há vários tipos de parcerias. A mais comum permite ao aluno que está perto de terminar o MBA fazer uma semana do curso em uma business school estrangeira. Em convênios mais sofisticados, executivos têm aulas em três continentes.
O diretor do Instituto Coppead de Administração, da UFRJ, Kleber Figueiredo, diz que as parcerias atendem ao novo perfil do público, que fala inglês fluentemente. "Você não pode mais condenar o aluno ao ambiente doméstico de negócios. Ele precisa ter visão externa. O mercado pede isso."
Para o americano John Schulz, sócio da BBS Business School, de São Paulo, não foi só o domínio do inglês que levou à internacionalização das escolas. "Para nossa surpresa, a média de idade dos alunos subiu de 29 para de 33 anos nesta década. Antes, eles queriam virar empreendedores. Agora, 70% da turma é de executivos de multinacionais e o resto, de grandes empresas daqui."
Os intercâmbios são uma opção para quem quer fazer o MBA fora do País, mas não pode, pela falta de dinheiro ou porque não quer largar o emprego. Mesmo que a temporada no exterior seja curta, quem já viveu a experiência diz que vale a pena: para conhecer outros ambientes de negócios, refletir sobre a gestão nas empresas daqui e agregar à rede de contatos executivos do mundo inteiro.

Estadão -

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