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Estudantes começam greve de fome no Chile

Publicado em 22 de Julho de 2011 Por ADURN Sindicato

Jornadas de teatro, de música, maratona, intervenções artísticas, marchas. São diversas as tentativas dos estudantes para chamar a atenção do governo sobre a situação da educação no Chile. A paralisação já leva 45 dias e na última segunda-feira (18), implicou a saída do ministro da educação, Joaquim Lavín. No entanto, as reivindicações estudantis continuam sem respostas. Nessa quarta-feira (20), oito estudantes secundários, do município de Buin, região sul de Santiago, iniciaram greve de fome.
Os estudantes do secundário afirmaram que a greve de fome é necessária pela omissão do Estado diante da situação da educação no Chile. Segundo representantes do movimento, os grevistas só ingerem líquidos, mas permanecem tranquilos, conservam a consciência e estão bem de saúde.
As reivindicações do secundário pedem que a educação seja responsabilidade do Estado, tendo em conta que hoje está nas mãos do município. Também reivindicam a revisão da infra-estrutura dos colégios e acesso ao transporte público a um preço reduzido.
Ao mesmo tempo, em Santiago, a Coordenadoria de Estudantes Secundários realiza assembléia nacional de dirigentes regionais para analisar os próximos passos das mobilizações a âmbito do nível secundário. Sobre a saída de Lavín, os estudantes avaliam que a mudança só será verdadeira se a forma de fazer política do Ministério da Educação e do governo mudar junto. Estudantes reclamam da falta de diálogo com a administração.
Na TV
Nessa quinta-feira (21), universitários e estudantes do secundário se unem para realizar a próxima intervenção do movimento: 24 horas de TV pela Educação. Com conteúdos de apoio as mobilizações estudantis, a programação incluirá documentários, filmes e diversos conteúdos criados por alunos da Universidade do Chile, em especial de jornalismo e de cinema e televisão. A transmissão será gratuita pela internet, através de streaming y um link que será lançado em breve.
O movimento estudantil pretende chegar a 1.800 horas de protesto até o dia 27 de agosto. O número faz referência à cifra que, de acordo como os estudantes, é necessária para custear a educação pública e para uma mudança no sistema de bolsas.
Os estudantes reivindicam a estatização da educação para todos os níveis. No país, 10% dos estudantes frequentam colégios privados, e 40% a municipais e o resto a colégios mistos, em que os pais e o estado pagam em conjunto. No Chile, inclusive as universidades públicas são pagas.
Mudança de Gabinete
Com a saída de Joaquim Lavín, assume a Ministério da Educação, o ex-ministro da Justiça, Felipe Bulnes. Para a Confederação Estudantil de Chile (Confech), a mudança não poderá ser só administrativa, mas deve dar respostas as demandas levantadas pelo movimento. Em declaração a imprensa local, Bulnes manifestou tentativa de abrir diálogo com os estudantes para acabar com a paralisação.

Portal Vermelho

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