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Dilma defende consenso político como saída para crise econômica

Publicado em 05 de Outubro de 2011 Por ADURN Sindicato

Em entrevista coletiva após abertura do Festival Europalia, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a reunião do G-20, em Cannes, será uma oportunidade para os países discutirem medidas de cooperação macroeconômica e de ampliação da regulação das movimentações financeiras.
Ela reiterou que medidas de ajuste fiscal muito severas podem impactar o crescimento econômico dos países. A presidente brasileira ressaltou que a crise iniciada em 2008 não se agravou por escassez de recursos financeiros e chamou a atenção para a falta de consenso político entre os países desenvolvidos.
“Não se trata de uma questão de falta de recursos financeiros. Nós estamos falando de países desenvolvidos. Trata-se da construção de um consenso político em torno da recuperação.”
A presidente Dilma descartou o controle de fluxo de capitais como solução para a crise internacional e lembrou as medidas adotadas pelo governo brasileiro para contenção dos seus efeitos, a exemplo do aumento de IOF sobre derivativos. No entanto, segundo ela, cabe a cada país definir sua estratégia.
“Nós não somos juízes das nações, de outros países ou de uma região, como é o caso da União Europeia (…). A única coisa que não se pode ter nas relações internacionais é uma certa soberba, que, aliás, nós conhecemos porque tiveram com a gente. Então não se trata, eu acho, de convencer ninguém. Se trata de conversar, de uma forma muito objetiva, sobre a experiência de cada um”, afirma.
Dilma falou ainda da experiência brasileira em crises anteriores. “Nós temos uma experiência muito complexa nessa área da crise. Nós sabemos o que significa crise bancária, nós sabemos o que significa crise da dívida e sabemos o que significa políticas de espiral descendente, em que o ajuste fiscal contribui, por uma razão matemática, para você reduzir o PIB e, no caso do Brasil, você reduzia o PIB e aumentava a dívida, então, não fecha nunca”.
Fonte: Blog do Planalto
 

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