Bancários encerram greve em grande parte do país
Em assembleias realizadas na segunda-feira (17), a maioria dos sindicatos de bancários do país aprovou a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Com isso, os trabalhadores decidiram encerrar a greve que durou 21 dias e retornaram ao trabalho nesta terça-feira (18).
As propostas foram aceitas em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista e Dourados.
A greve foi a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos. A paralisação teve início em 27 de setembro e chegou a fechar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.
“A aprovação das propostas coroa mais uma campanha vitoriosa dos bancários, em que enfrentamos um cenário econômico e político adverso. Com unidade nacional, força da mobilização e poder de negociação foi possível arrancar conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos”, avalia o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
Os trabalhadores do setor terão reajuste salarial de 9%, o que garante um aumento real de 1,5%; valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta dos bancos inclui também avanços sociais, como a proibição de rankings individuais dos funcionários e a proibição do transporte de numerário por bancários.
Já as propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa também apresentam melhorias para os bancários, como a manutenção da Participação nos Lucros e Resultados social, contratação de 5 mil funcionários, aumento real, piso maior, fim de ranking individual e não desconto dos dias parados.
Greve continua
A greve, no entanto, continua em alguns locais. Os sindicatos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Pará e Chapecó (SC) rejeitaram a proposta feita pela Caixa Econômica Federal e mantêm as agências fechadas. A greve no Banco do Brasil continua em Chapecó (SC).
Os funcionários do Banrisul, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco do Estado de Sergipe (Banese) também continuam em greve, cobrando avanços nas negociações específicas.