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Caso Ana Amaral: Sindicato cobra providências do comando da PM

Publicado em 23 de Novembro de 2011 Por ADURN Sindicato

A presidente do Sindicato dos Jornalista do Rio Grande do Norte (Sindjorn), Nelly Carlos, se reuniu na manhã de ontem com o comando geral da Polícia Militar, para cobrar providências em relação à agressão sofrida pela repórter fotográfica do Diário de Natal, Ana Amaral, antes do jogo entre América e Paysandu, no último domingo. Na ocasião, o comandante geral da PM, Coronel Francisco Araújo, informou que foi aberta uma sindicância para apurar os fatos. "Nós viemos cobrar providências por parte do comando da PM, para que seja identificado o policial que fez isso e que ele seja punido", disse Nelly Carlos.
De acordo com o coronel Araújo, o comando da PM vai apurar a conduta do policial que ameaçou a fotógrafa do Diário de Natal e ainda avaliar se outros policiais se excederam no trato aos torcedores. "O comando da PM não aceita, em hipótese alguma, essa conduta de ameaça e agressão. Primeiro porque a repórter estava trabalhando, no exercício da sua profissão e aindacom o agravante de ser uma mulher, ou seja, nada justifica um policial apontar uma arma para ela", disse o coronel. "O coronel Araújo demonstrou total interesse na apuração dessa caso e deu liberdade para o sindicato acompanhar de perto todo o desenrolar do processo e nós iremos acompanhar", disse a presidente do Sindjorn, Nelly Carlos.
Memória
O pré-jogo da decisão do último domingo, que garantiu o acesso do América à Série B, foi marcado pelo confronto entre policiais e torcedores. Em uma amostra de total despreparo, um policial militar censurou e ameaçou a repórter fotográfica do Diario de Natal, Ana Amaral, no momento em que ela registrava o espancamento de um torcedor por policiais. Depois de proibir o registro fotográfico o PM apontou uma arma em direção à repórter e a obrigou a deixar o local. Na mesma tarde, foram registrados muitos outros exemplos de falta de preparo por parte da polícia para atuar em eventos esportivos. Várias pessoas foram atingidas por tiros de balas de borracha ou sofreram agressões físicas.
Fonte: DN Oline
 

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