Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Para sindicalistas diminuição dos juros poderia ter sido maior

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Ao mesmo tempo em que apoiaram a queda de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), empresários e sindicalistas reclamaram que o Banco Central poderia ter ido além, diante da crise econômica considerada grave.
O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Abram Szajman, disse que, finalmente, o BC compreendeu a gravidade da crise. "Estamos clamando pela redução dos juros desde quando, no ano passado, ficou evidente que a inflação não ultrapassaria a meta e que a crise atingiria fortemente o Brasil".
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como "sensata e pragmática" a decisão do BC, mas destacou que só a queda da Selic não é suficiente.
"São necessárias medidas que levem à redução do spread bancário, de modo a promover redução mais expressiva do juro para o tomador de crédito". O spread é a diferença das taxas entre a captação dos recursos e a destinação final.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, acha que a queda sinaliza uma retomada de consumo, mas não consegue avaliar se a medida vai frear demissões no setor. "É preciso ver como a redução chegará na ponta do varejo."
Humberto Barbato, da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), lembrou que a Selic é um mero sinalizador. "Resta saber o que os bancos farão." De qualquer forma, "poderemos ao menos amenizar o clima de catastrofismo dos últimos dias".
Para o economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, a decisão do Copom de reduzir em 1 ponto porcentual a taxa básica de juros não surpreendeu. "O desaquecimento muito forte e rápido da economia influenciou a decisão do Copom".
O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, defendeu a redução do spread bancário como "a próxima luta" para melhorar o acesso ao crédito e dinamizar a economia.
"A redução de 1 ponto é importante diante da crise, já que representa R$ 15 bilhões a menos em pagamento de juros", disse o sindicalista. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, classificou a queda de "tímida e insuficiente para impulsionar a economia".

Compartilhar: