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Mães da Praça de Maio farão julgamento ético e político do Grupo Clarín

Publicado em 6 de Dezembro de 2011 Por ADURN Sindicato

Está marcado para o próximo dia 22, às 19h, na Praça de Maio, um julgamento ético e político do maior conglomerado decomunicação da Argentina – o Grupo Clarín. A iniciativa é da Associação Mães da Praça de Maio com o objetivo de informar sobre a investigação que se estáfazendo sobre o diário Clarín, a RádioMitre, o canal de TV a cabo TN, o Canal 13, a Cablevisión e a empresa quefabrica o papel para os jornais, a Papel Prensa. Todas as empresas fazem partedos mais de 300 meios de comunicação e empreendimentos pertencentes ao Grupo.
O processo é simbólico e representa um pedido deliberdade de expressão, de espaço, de voz para defender a Lei de Meios, aliberdade sindical dos trabalhadores e pedir justiça, memória e igualdade,assinalou Hebe de Bonafini,presidente das Mães de Maio, em coletiva de imprensa na Universidade Populardas Mães.
“Vamos fazer um julgamento ético e político aoGrupo Clarín. Julgamento ao Grupo que rouba crianças, verdades e esperanças.Vão dizer que é caça às bruxas, vão dizer que é contra a liberdade deexpressão, vão dizer que é uma escalada do governo, mas não é nada disso. É pornossa própria liberdade, a liberdade dos sem voz”, manifestou Hebe.
O julgamento terá a duração de duas horas com aparticipação de advogados, defensores, promotores, reclamantes e o povo como juiz.Para as Mães da Praça de Maio, o ideal seria que o julgamento fosse feito pelaJustiça, contudo, como esta chega tarde, será o próprio povo que irá julgar econdenar o Grupo Clarín.
No momento, o julgamento será apenas contra estegrupo de comunicação, pois, por ter cerca de 300 veículos no país a repercussãode suas notícias é grande.
“(…) dizem uma mentira no Clarín ou no Canal 13 esai por todo o país. Então quando te difamam e arrastam pelo chão e te colocamcomo querem todo o país lê, escuta e vê isso que não é certo. E isso é o quequeremos mostrar às mães, e o que queremos comparar. O que passavam e o quediziam. O que se diz e o que se passa”, explicou Hebe.
O julgamento ético e político marcado para o dia 22não será o primeiro organizado pela Associação das Mães. Médicos vinculados acrimes da ditadura foram julgados publicamente, assim como aconteceu no anopassado com juízes e jornalistas.
Participarão dojulgamento: trabalhadores despedidos do Clarín; a ex-ministra de Economia FelisaMiceli, o titular da Sindicatura Geral da Nação – Sigen, Daniel Reposo, entreoutros. Caso não seja possível fazer o julgamento na Praça de Maio, em virtude do tempo, a atividade será transferida parao Espaço Cultural Nossos Filhos, que funciona na ex Escola de Mecânica daArmada (Esma).
Fonte: Correio do Brasil
 

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