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Avançar com organização

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Na última quinta-feira, 12, diretores da ADURN participaram do Seminário de Atualização Administrativa e Acadêmica, realizado na Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ). Além dos membros da entidade, o encontro contou com a presença dos docentes locais, de membros da Reitoria e do próprio reitor, José Ivonildo do Rêgo.
Durante o evento, o presidente da ADURN, João Bosco, e o Diretor de Política Sindical, Wellington Duarte, fizeram uma intervenção defendendo uma nova organização sindical, centrada na luta da categoria, efetivamente democrática, dotada de instâncias que possibilitem uma interação mais dinâmica entre o professor e a entidade que a representa.
É importante debater sobre uma proposta de nova organização sindical, que avance em relação ao que existe atualmente, sendo importante, também, dotar os professores, e mais especificamente o associado, de informações que lhes permitam tomar uma decisão no futuro, quanto aos novos rumos que a Diretoria da ADURN propõe.
O movimento sindical dos servidores públicos e dos trabalhadores das estatais tem obtido sucesso junto às organizações nacionais federativas, como por exemplo, a Federação dos Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra-Sindical), que conseguiu um acordo com o Governo Federal, onde se reestruturou toda a carreira dos servidores técnico-administrativos recentemente; a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que tem conduzido duras batalhas há anos; a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), que travou recentemente uma dura batalha contra a direção dos Correios e Telégrafos. Os exemplos acima podem ser complementados com a forma de organização dos bancários, confederativa, flexível, mas dinâmica.
A organização sindical que se baseia na verticalidade, na concentração de poderes numa direção nacional, no estrangulamento das organizações locais, sob a forma de seções sindicais, na fossilização de grupos dirigentes, não pode significar avanço para a classe dos trabalhadores de uma forma geral, e para os professores universitários das instituições de ensino superior, de uma maneira específica.
Se num determinado momento histórico houve a necessidade de unificar diferentes setores para enfrentar uma conjuntura específica, com o passar do tempo essa forma de organização mostrou-se refratária a qualquer mudança. Dizer, por exemplo, que os professores das IFES são trabalhadores e que a carreira deve espelhar isso, não é o suficiente. A categoria docente das universidades federais teve seu perfil profundamente alterado pelas mudanças ocorridas nos últimos vinte anos nas instituições e continua em processo acelerado de mudança.
Parece perfeitamente lógico que uma estrutura erguida sob uma base que não mais existe, deveria ter a capacidade de ser sensível a esse processo. Nenhuma estrutura resiste incólume a mudança externa que tem implicações internas. As contradições afloram e não há como evitar as rupturas internas. Esse é um processo que demonstra que a rigidez e a inflexibilidade não funcionam em organizações cuja base é dinâmica.
Dessa forma, a posição da Diretoria da ADURN, em colocar para a categoria a necessidade de avançar com uma nova organização sindical, está dentro da perspectiva de que a democratização da entidade não se dá através de decisões ocorridas em fóruns nacionais, centralizados e burocratizados, mas dentro da ADURN, que assim se tornará mais presente nas lutas locais e nacionais, defendendo os interesses da categoria.

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