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Editoria da semana: A mulher política e a construção da sociedade moderna

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Hoje, domingo, o mundo comemora, das mais variadas formas, a data instituída pela ONU, em 1975, como Dia Internacional da Mulher, com direito a manifestações que vão desde o destaque da mulher como uma figura política de inegável importância na sociedade moderna, até o enaltecimento mercadológico da figura feminina.
A memória do nosso movimento docente foi escrita em conjunto com as professoras, partícipes da construção de uma história que se escreve desde então. Mas essa data não poderia deixar de reverenciar a figura de mulheres que, em condições duríssimas, lutaram e – em não poucos casos – tombaram defendendo uma sociedade mais justa.
Mulheres da envergadura de Clara Zetkin, a alemã que se destacou no movimento operário alemão, enfrentando o machismo nas fileiras da social-democracia e a repressão feroz do regime bismarkiano. Clara Zetkin, a militante que, no II Congresso das Mulheres Socialistas, propôs, com sucesso, o estabelecimento do Dia Internacional de Luta da Mulher e a data escolhida tinha como referência a um episódio sangrento ocorrido em oito de março de 1857, quando centenas de operárias têxteis nova-iorquinas, que pereceram quando a fábrica que ocupavam foi incendiada pelos patrões.
Mulheres como Rosa Luxemburgo, uma polonesa que se destacou, também, no movimento operário alemão do início deste século, cuja paixão revolucionária acabou por torná-la alvo dos nacionalistas alemães, que a assassinaram durante a insurreição operária de 1918. Como Alexandra Kollontai, que enfrentou a ferocidade da repressão czarista e que estava presente na construção da primeira experiência de construção de uma sociedade socialista.
Mulheres-fortalezas, cujo maior exemplo pode ser dado pela nobre figura da espanhola Dolores Ibarruri, que se tornou conhecido como La Pasionaria, e cuja feroz determinação de defender a república diante das forças fascistas com a célebre frase “não passarão”, tornou-a uma referência histórica da luta contra as forças mais reacionárias e atrasadas da Europa (o franquismo).
A lista não é pequena, passam por heroínas desconhecidas, esposas, mães, filhas, que escreveram a história do movimento operário brasileiro. Que contribuíram para que as desigualdades de gênero diminuíssem. As mulheres, sem dúvida, escreveram a história do movimento da classe dos trabalhadores brasileiros, mas também sua perseverança e tenacidade, diante das dificuldades históricas, são exemplos concretos de sua força.
A mulher desde há muito quebrou barreiras, penetrou em espaços antes destinados exclusivamente ao mundo masculino. Hoje está provado que discriminação por causa de gênero, além de ser burra, é incompatível com o grau de desenvolvimento da sociedade contemporânea. No Dia Internacional da Mulher, cabe lembrar a história de luta das mulheres e a sua participação na construção da democracia brasileira.
A Diretoria da ADURN defende o aumento da participação feminina no movimento acadêmico e na direção da entidade, e parabeniza todas as mulheres que fazem a comunidade acadêmica da UFRN, mas em especial às docentes da nossa categoria, que foram, são e serão elementos importantes para consolidar a história da UFRN e da nossa entidade.

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