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Docentes da UFRN decidiram realizar plebiscito para votar sim ou não ao indicativo de greve

Publicado em 06 de Junho de 2012 Por ADURN Sindicato

Em Assembleia participativa, realizada nesta quarta-feira, 6 de junho, os Docentes da UFRN decidiram pela realização de um plebiscito no próximo dia 12 de junho para decidir sobre o indicativo de greve para o dia 15 de junho.
Após mais de duas horas de debate, no Centro de Educação do Campus Universitário, os professores aprovaram o indicativo de greve com 54 votos favoráveis à realização e 49 contrários, havendo ainda 3 abstenções, para ser votado no plebiscito.


Para o presidente do ADURN-Sindicato, João Bosco Araújo, a Assembleia “se apresentou como um espaço legítimo, democrático e representativo para que a categoria pudesse discutir o processo de negociação sobre a reestruturação das carreiras do Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e se posicionar diante dos acontecimentos. É importante esclarecer que, pelo nosso Estatuto, a decisão sobre a realização de greve só pode ser feita em plebiscito. Do ponto de vista da representatividade e da legitimidade nada mais democrático que um plebiscito, que permite o posicionamento de todos os docentes sindicalizados”.


Durante todo o processo de negociação, os dirigentes do PROIFES e do ADURN-Sindicato tem defendido que a negociação deverá, até o último momento, pautar as ações da entidade e dos sindicatos federados. “As Diretorias destas entidades têm apostado na negociação e mobilizado suas forças para destravar esta roda de negociação e avançar nas conquistas das demandas da categoria. Mas respeitaremos a decisão da categoria em levar à votação o início da paralisação na UFRN e encaminharemos a realização do plebiscito e seu resultado”.
O diretor de Política Sindical do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, esclarece que o plebiscito acontece dia 12 de junho com urnas nos Centros e Unidades Acadêmicas, mas que o processo será definido pelo Conselho de Representantes.
Principais reivindicações
Segundo o dirigente, entre os principais pontos de reivindicação do ADURN-Sindicato e do PROIFES-Federação, estão a equiparação salarial das carreiras do Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) com a de Ciência e Tecnologia e a retomada das negociações com o Governo. Entretanto, as entidades defendem, ainda, a redução da extensão da Carreira, com redução do número de níveis em cada classe; correção de distorções ocorridas quando da criação da classe de associado; exigências para alcançar a última classe da Carreira; retirada das mudanças na forma de cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade da Medida Provisória 568/12; garantia de progressão por titulação de D1 para D3 para os docentes de EBTT, enquanto não for publicado o regulamento previsto na Lei 11.784; e expansão das Universidades e Institutos Federais, com qualidade.
“Ontem, em reunião com o PROIFES-Federação, o MEC anunciou a retomada do GT Carreira e se posicionou a favor do alinhamento das carreiras docentes com a de Ciência e Tecnologia. Portanto, continuaremos a defender a aposta na continuidade das negociações”, defendeu Bosco.

 

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