Greve dos professores da UFRN é descartada
Os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte decidiram ontem, através de plebiscito, pela não deflagração de greve na instituição. Dos 932 professores votantes, 583 foram contra a paralisação, 344 a favor, três votaram em branco e dois votos foram nulos. A votação foi iniciada às 8h de ontem nos campi de Natal, Caicó, Currais Novos e Santa Cruz, terminando às 21h.
De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da UFRN, João Bosco Araújo, a diferença de mais de duzentos votos significa uma vitória da democracia. “Na assembleia do último dia 6, 54 professores foram favoráveis à realização da greve e 49 contrários, mas no plebiscito tivemos 583 votos contra a paralisação e 344 a favor, um total de quase mil professores votantes. O plebiscito é mais democrático. A categoria optou por outras formas de mobilização e luta pela garantia de novas conquistas”.
O presidente da Adurn viajou hoje para Brasília, onde participará de uma reunião do Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação (Federação de Sindicatos de Professores de instituições Federais de Ensino Superior) para avaliar as reuniões com os Ministério da Educação e do Planejamento sobre o pleito dos professores. Ontem foi retomada a negociação entre as partes. A principal reivindicação do PROIFES é a equiparação salarial das carreiras do Magistério Superior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) com a de Ciência e Tecnologia. Na reunião em Brasília, que segue até amanhã, também serão avaliados os resultados dos plebiscitos e encaminhamentos nos estados sobre o indicativo de greve.
A UFRN se contrapõe à paralisação dos docentes de várias universidades, centros e institutos federais, em greve há quase um mês. A principal reivindicação versa sobre uma reforma do plano de carreira. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes de Nível Superior (Andes), 51 das 59 universidades federais já aderiram à greve.
Jornal de Hoje