Para Amaro, a continuação da greve tem como único objetivo marcar posição contra o governo
A continuidade da greve dos professores das universidades federais tem como único objetivo a "necessidade de marcar posição contra o governo". A avaliação é do secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins.
Ele ressalta que o governo já encaminhou ao Legislativo o reajuste dado à categoria e que está encerrado o prazo de negociação com os servidores públicos federais.
"Não existe nenhuma razão (...) que justifique a continuidade desse movimento. Qual é a motivação que o sindicato tem? Eu só consigo perceber querer algum confronto", afirmou Amaro.
A greve dos docentes completa hoje 109 dias e ainda não há prazo definido para o fim do movimento. Das 59 universidades, a estimativa é que 50 ainda estejam paradas.
Nas últimas semanas, ao menos sete universidades decidiram encerrar a paralisação - entre elas, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
As instituições paradas são ligadas ao Andes, entidade de maior representatividade na categoria e que recusou a oferta do governo.
O Proifes foi a única entidade a aceitar a proposta, que prevê reajustes entre 25% e 40% nos próximos três anos.
O aumento será concedido a todos os docentes. Os índices diferem da média oferecida à grande maioria dos servidores públicos --15,8%.
"A sorte é que teve um sindicato que teve o bom senso de negociar. Se não houvesse isso, toda a categoria não teria aumento", disse Amaro.
A volta à normalidade já é esperada nos institutos federais tecnológicos. A entidade que representa esses docentes recomendou uma "saída unificada" da greve. Dos 38 institutos, 34 foram afetados.
"O governo tem virado as costas a questões estruturais da educação", disse Luiz Henrique Schuch, do comando nacional de greve do Andes.
Fonte: Portal da Universidade