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Manifestação no Dia da Consciência Negra reforça luta contra governo racista

Publicado em 17 de Novembro de 2021 Por ADURN Sindicato
Manifestação no Dia da Consciência Negra reforça luta contra governo racista

Neste sábado (20), Dia da Consciência Negra, diversos movimentos sociais, entidades e sindicatos voltam a ocupar as ruas em todo o país. O ato se integra à agenda dos coletivos negros e ativistas independentes que organizam manifestações anualmente nesta data para relembrar Zumbi dos Palmares e celebrar o Novembro Negro.

A pauta principal será a luta contra o racismo. De acordo com o Atlas da Violência 2021, a chance de uma pessoa negra ser assassinada no Brasil é 2,6 vezes superior àquela de uma pessoa não negra, e nos últimos meses há um agravamento da situação. Em outubro, uma delegada negra foi barrada na loja Zara, em Fortaleza (CE). Antes disso, o Brasil já presenciou a morte de João Alberto no Carrefour e assistiu ao assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, assim como inúmeros outros casos, diários, motivados pela cor da pele.

Com o mote #ForaBolsonaroRacista, os manifestantes pretendem denunciar a política de morte e desemprego de Jair Bolsonaro, como explica Mercês Santos, secretária-geral adjunta da ADURN-Sindicato: “O ato do próximo dia  20 de novembro, dia dedicado para reflexão do racismo no Brasil e a celebração da nossa resistência, da resistência negra, da negritude, representa a compreensão de que a luta contra o racismo está diretamente ligada à derrota do facismo que ocupa a presidência.”

Desde a mortalidade causada pela pandemia, passando pelo aumento da fome e o fechamento de postos de trabalho, as maiores vítimas são da população negra. Assim, os organizadores defendem a unidade das pautas contra o governo e contra o racismo para novamente mobilizar a população. 

“Dados apontam que a população negra (pretos e pardos) é mais prejudicada pelo desemprego, pela carestia e pela fome que foram agravadas em decorrência de um governo racista. Os ataques à nossa cultura, aos direitos dos povos quilombolas, o aumento de casos de racismo religioso contra as religiões e comunidades de matriz  afro-brasileira, os discursos racistas promovidos em seu governo, refletem a desvalorização da vida negra”, frisa Mercês Santos.

“Convocamos os trabalhadores e trabalhadoras da educação, da saúde, da cultura e a população em geral a defender a promoção da igualdade racial, da vida, da democracia e do emprego. Vamos todos, todas e todes  lutar contra a fome e a carestia. Contra a PEC-32, que atingirá mais a população negra e as mulheres. Vamos lutar pelo serviço público no nosso país. Essa luta é de todos os brasileiros que almejam uma  sociedade mais equânime e mais justa”, complementa a secretária-geral adjunta do ADURN-Sindicato.

Em Natal, a concentração do ato será no Midway Mall, às 15h. 

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