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Servidores federais ampliam mobilização pela recomposição salarial

Publicado em 31 de Março de 2022 Por ADURN Sindicato
Servidores federais ampliam mobilização pela recomposição salarial

Com salários congelados há quatro anos, conjunto do funcionalismo reivindica recomposição salarial de 19,99%. Com medo da greve, Bolsonaro já fala em reajuste, mas de 5%

greve dos federais
Ato unificado dos servidores federais em Brasília nesta quarta-feira (30)
 

São Paulo – Servidores federais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário fizeram hoje (30) em Brasília o segundo dia de ato unificado pela recomposição salarial. O conjunto de categorias reivindica a recomposição salarial de 19,99%, referente às perdas inflacionárias desde 2018, quando tiveram seus vencimentos corrigidos pela última vez. A mobilização, que é considerada a maior do funcionalismo neste ano, pode levar à greve geral caso o governo de Jair Bolsonaro não atenda à reivindicação.

Os servidores caminharam pela Esplanada dos Ministérios, passando pelo Ministério da Saúde e Previdência, onde prestaram solidariedade aos colegas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já estão em greve em vários estados. De de lá, seguiram para a sede do Ministério da Economia, onde cobraram o ministro Paulo Guedes para a abertura de uma mesa de negociação.

Diante da mobilização crescente do funcionalismo público, setores do governo estudam conceder reajuste de 5% para todos os servidores do Executivo federal, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. A correção viria a partir de julho, o que, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, não há chance de ser aceito pela categoria. Ao jornal, o dirigente disse que um reajuste linear de 5% não atende às demandas dos servidores federais. “Acho que se trata de mais uma cortina de fumaça.”

À RBA, Thiago Duarte, coordenador de formação da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), disse que a cada 100 servidores, apenas três recebem salários maiores que R$ 30 mil. “São os juízes, procuradores, ministros. Porém, no todo do funcionalismo, incluindo o estadual e municipal, que soma 11 milhões de trabalhadores, a média salarial é de R$ 2,7 mil, segundo pesquisas do Dieese. Na iniciativa privada há data base para correção salarial. No serviço público não.”

Conforme lembrou o dirigente, que é servidor da Justiça do Trabalho, o congelamento do salário dos trabalhadores da esfera federal, que afeta toda a categoria diante da alta dos preços de combustíveis e de alimentos, vem acompanhado do desmonte do serviço público, que afeta o atendimento à população. “A Emenda 95, do teto de gastos que reivindicamos a revogação, cortou serviços e dificultou o acesso a outros, como a saúde e mesmo à Justiça”, disse.

Em reunião na última semana, representantes do governo prometeram uma resposta às categorias até o dia 1º de abril. Mesmo assim, os servidores prometem intensificar a pressão e manter a vigília até que a reivindicação seja atendida. No caso, os 19,99% de reposição já.

Fonte: Rede Brasil Atual

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