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Entenda por que é preciso se vacinar contra febre amarela no Rio Grande do Norte

Publicado em 09 de Agosto de 2022 Por ADURN Sindicato

Um surto de febre amarela no Brasil entre os anos de 2017 e 2019, com grande incidência em regiões que não eram consideradas de risco, alteraram a estratégia de vacinação – principal ferramenta de prevenção e controle dessa doença. Se antes, a imunização era feita apenas em alguns estados, em 2022 ela se estendeu a todo o país, por recomendação do Ministério da Saúde, inclusive para o Rio Grande do Norte, que não possui nenhum caso confirmado.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), há apenas registros de casos suspeitos. Em 2016 foram 33; em 2017, 7; no ano de 2018, 8 casos foram investigados; em 2019, apenas um; em 2020, zero; em 2021, dois casos suspeitos, sendo um descartado e um inconclusivo.

“Antes a vacina era recomendada para a região endêmica, porém a gente teve um surto em São Paulo e Rio de Janeiro e viu-se a necessidade de que os demais estados também tivessem a vacina da febre amarela no seu calendário”, ressalta a coordenadora do programa de imunização da Sesap, Laiane Graziela, ao lembrar que a orientação federal foi dada em 2019, mas devido à pandemia só foi implantada em março deste ano.

Segundo Laiane, essa vacinação se torna ainda mais relevante diante do aumento de casos das arboviroses dengue, zika e chikungunya, já que o vetor do vírus nas cidades também é o Aedes aegypti, enquanto em áreas de mata, os principais transmissores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Apesar dos diferentes vetores, tanto a febre amarela silvestre quanto a urbana são a mesma doença e possuem as mesmas manifestações clínicas.

“A gente viu a necessidade de intensificar essa vacinação pra que não tenhamos a ocorrência de outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito. A gente tem uma vacina disponível, porém muitas pessoas não tinham ou não têm conhecimento que a vacina da febre amarela está dentro do calendário de rotina de todos os brasileiros de nove meses a 59 anos de idade”, detalhou a coordenadora.

Quem deve tomar a vacina

O imunizante contra a Febre Amarela está disponível para crianças que completaram 9 meses e ainda não tomaram a primeira dose; crianças que completaram 4 anos e não tomaram a dose de reforço; e pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas, com apenas uma dose ou nenhuma dose registrada.

Não podem se vacinar menores de 9 meses, mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade, pessoas com alergia grave a ovo, pessoas que convivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350, usuários em tratamento de quimioterapia/radioterapia, pessoas com doenças autoimunes e aquelas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem as defesas do corpo).

Quem já se vacinou dentro destes parâmetros não precisa se vacinar novamente, pois a imunização dura por toda a vida.

Sobre a vacina

De acordo com “Guia para Profissionais de Saúde” (2017), editado pelo Ministério da Saúde, a vacina contra febre amarela usada no Brasil é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e consiste de vírus vivos atenuados da subcepa 17DD.

É um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90% a 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e o décimo dia após a aplicação da vacina.

Sintomas e diagnóstico

A febre amarela é uma doença viral aguda, imunoprevenível, transmitida aos humanos e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados. O vírus não é transmitido pessoa-pessoa ou macaco-pessoa.

O Ministério da Saúde lista os seguintes sintomas iniciais da doença: início súbito de febre; calafrios; dor de cabeça intensa; dores nas costas; dores no corpo em geral; náuseas e vômitos; fadiga e fraqueza.

A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. Mas em cerca de 15% apresentam a forma grave, que costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso, podendo matar.

A indicação é que ao identificar os sintomas, o doente procure um médico na unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de coleta de sangue para sorologia e deve ser colhida a partir do 5º dia do início dos sintomas. No Rio Grande do Norte, o material é enviado para a realização do exame na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: Agência Saiba Mais

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