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Um mês após o terrorismo bolsonarista de 8 de janeiro, investigações ainda poupam militares

Publicado em 08 de Fevereiro de 2023 Por ADURN Sindicato

Passados 30 dias dos ataques terroristas promovidos por bolsonaristas em Brasília, as investigações avançaram sobre os participantes dos atos golpistas, seus financiadores e incentivadores, mas até o momento não alcançaram os militares envolvidos. Até o momento, cerca de 1.420 pessoas foram presas e mais de 650 foram denunciadas à Justiça, mas nenhuma delas ligada às Forças Armadas. 

Segundo a Folha de S. Paulo, “parte das investigações em andamento vê a manutenção do acampamento golpista em frente ao quartel-general do Exército de Brasília como um dos pontos que facilitaram os ataques do dia 8 de janeiro”.

Ainda conforme a reportagem, “um relatório em posse do Ministério da Justiça identificou ao menos oito militares da ativa lotados na Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro (PL) que compareceram no ano passado a atos no acampamento golpista”.

O periódico observa, ainda, que nenhum militar figura entre as 653 pessoas denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e nem na lista dos 20 presos e alvos dos 37 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Lesa Pátria, que apura os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro.

Os militares também não foram incluídos na lista do bloqueio de R$ 20,7 milhões pedido pela Advocacia-Geral da União (AGU) visando o ressarcimento dos prejuízos resultantes da depredação das sedes dos Três Poderes durante o ato golpista

“Militares somente aparecem, até o momento, nas oito apurações preliminares abertas na esfera militar, conduzidas pelo Ministério Público Militar”, ressalta a reportagem.

 

Fonte: Brasil 247

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