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CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1

Publicado em 07 de Agosto de 2026 Por ADURN Sindicato
CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1

Com o fim do recesso parlamentar e a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, marcada para o dia 10 de agosto, a CUT e as demais centrais sindicais, com o apoio dos movimentos populares, voltam às ruas em todo o Brasil para exigir que o Senado Federal coloque em votação a proposta que reduz a jornada de trabalho sem redução salarial e põe fim à escala 6x1. Os atos nacionais também ocorrerão nesta segunda-feira, dia 10 de agosto. (Na próxima matéria serão divulgados os locais das mobilizações.)


A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados por ampla maioria, conta com o apoio de mais de 70% da população, segundo pesquisas. O debate ganhou força diante da realidade enfrentada pela maioria dos trabalhadores e trabalhadoras do país: atualmente, 64% dos trabalhadores formais cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais e cerca de 20 milhões trabalham mais de 44 horas por semana, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O secretário-geral da CUT, Renato Zulato, que convoca toda a classe trabalhadora para esse dia de mobilização nas redes sociais e nas ruas, afirma que a retomada das atividades no Congresso marca também o início de uma nova etapa em defesa da proposta. Segundo ele, a pressão popular será decisiva para que o Senado avance na votação.

"Com o fim do recesso parlamentar, estaremos atentos e mobilizados em todo o Brasil. Vamos intensificar a pressão sobre os senadores, dialogar com os trabalhadores nos locais de trabalho e nas redes sociais e cobrar que o Senado coloque em votação a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1”, diz o dirigente.

Para o dirigente, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6x1 são pautas fundamentais para melhorar a qualidade de vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras no país. “A história demonstra que os direitos da classe trabalhadora sempre foram conquistados por meio da organização e da mobilização”.

Plataforma da CUT ajuda a pressionar os senadores

Outra forma de pressão são as redes sociais e a ferramenta da CUT “Na Pressão”. Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar seu recado para os deputados pela plataforma Na Pressão, da CUT.

Basta acessar o link napressao.org.br e clicar em pressionar. Também é possível acessar a plataforma clicando diretamente no banner superior no Portal da CUT.

Os nomes dos senadores estão listados indicando quem é contra, quem está indeciso e quem é a favor. É possível verificar o posicionamento de cada senador buscando por estado, por partido ou pelo nome, e mandar mensagens diretamente ao parlamentar. Clique aqui

O que muda

Jornada de trabalho é o período em que o trabalhador permanece à disposição do empregador para exercer suas atividades. Atualmente, a Constituição Federal estabelece o limite de 44 horas semanais, normalmente distribuídas na escala 6x1, com seis dias de trabalho para um de descanso.

Embora esse seja o limite constitucional, a realidade da classe trabalhadora brasileira é marcada por jornadas longas e desgastantes.

Dados do Dieese mostram que 64% dos trabalhadores formais cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Entre os trabalhadores com carteira assinada, esse percentual é ainda maior: 75% trabalham mais de 40 horas semanais.

O Dieese aponta ainda que a maior parte dos trabalhadores brasileiros atua entre 40 e 44 horas por semana. Além disso, aproximadamente 20 milhões de pessoas trabalham acima desse limite, chegando a jornadas entre 45 e 48 horas semanais ou até superiores.

Produtividade permite jornadas menores

A média de horas efetivamente trabalhadas no Brasil é de aproximadamente 39,1 horas semanais, sem considerar as horas extras.

Ao mesmo tempo, os setores mais modernos e dinâmicos da economia já funcionam com jornadas entre 33 e 40 horas semanais. São segmentos que concentram maiores investimentos em tecnologia e inovação nos processos produtivos.

Na avaliação do Dieese, esses dados demonstram que reduzir a jornada não significa reduzir a produtividade. Para a CUT, os ganhos proporcionados pelo avanço tecnológico e pelo aumento da produtividade devem ser compartilhados com os trabalhadores e trabalhadoras.

Vida além do trabalho

Um dos principais argumentos em defesa da redução da jornada é a melhoria da qualidade de vida da população trabalhadora. Com menos horas dedicadas ao trabalho, aumenta o tempo disponível para descanso, convivência familiar, estudos, lazer e cuidados com a saúde física e mental.

Outro fator que pesa na rotina dos trabalhadores é o tempo gasto nos deslocamentos diários.

Segundo o Dieese, 71,2 milhões de trabalhadores precisam se deslocar para o trabalho. Desse total, 14,5 milhões levam entre 30 minutos e uma hora no trajeto; 7,4 milhões gastam mais de uma hora; e 1,3 milhão passa mais de duas horas apenas no deslocamento.

Na prática, milhões de brasileiros dedicam grande parte do dia ao trabalho quando se soma o tempo da jornada ao período gasto no transporte.

Fonte: CUT

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