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Ciência aparece em 11 dos 12 planos de governo dos presidenciáveis, mas falta detalhamento orçamentário

Publicado em 25 de Agosto de 2026 Por ADURN Sindicato
Ciência aparece em 11 dos 12 planos de governo dos presidenciáveis, mas falta detalhamento orçamentário

Fonte: Jornal da Ciência - A Ciência está presente em 11 dos 12 planos de governo dos candidatos à Presidência da República, entretanto, as promessas carecem de mais detalhes e de aprofundamento dos orçamentos destinados ao setor. Este é o diagnóstico central da análise realizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com base nos documentos submetidos pelas candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para a análise, a SBPC iniciou a busca pelas palavras “Ciência”, “pesquisa” e derivações que pudessem ilustrar a promoção ao ensino e pesquisa. Posteriormente, houve uma leitura analítica dos planos de governo, de modo a identificar se a promoção à política científica estava inclusa em outros setores, como Educação, Meio Ambiente, Defesa, entre outros. Cabe destacar que apesar de haver 13 presidenciáveis nestas eleições, o candidato Pablo Marçal (PRTB) não apresentou documentação de propostas.

Esta análise é parte das iniciativas do Observatório das Eleições 2026, uma ação da SBPC que busca reunir candidatos de diferentes esferas públicas que se comprometam abertamente com o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no País. Confira as análises detalhadas por presidenciável, organizadas em ordem alfabética, conforme seus registros no TSE:

Candidata do partido Democracia Cristã (DC), Clariana Barão até cita a importância da Ciência em seu plano de governo, mas não dá detalhes sobre a estruturação das políticas científicas. A candidata, no documento, apresenta a Educação como um eixo central de atuação e preparação da sociedade para o futuro, na qual a Ciência aparece como estímulo ao pensamento crítico e resolução de problemas.

Seu plano de governo é sistematizado em tópicos e sugestões de indicadores para a formulação de políticas públicas. Na área específica ao ensino e Ciência, defende índices que mensurem os níveis de conectividade escolar, competências digitais, desempenho em ciências e participação em programas – entretanto, sem detalhar a concepção da informação, seu porquê e uso posterior.

O candidato Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), inicia o projeto de governo defendendo uma política similar ao Projeto de Lei nº 5.876/2016, que prevê a aplicação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal em Ciência, Tecnologia e Inovação. No caso do documento, Costa defende que a Petrobras tenha um fundo que utilize a renda do petróleo para financiar pesquisas.

Citando explicitamente o desenvolvimento da CT&I, o presidenciável tem como promessas a utilização do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e as pesquisas na área; a integração das políticas científicas com as ambientais, industriais e de demais setores, de modo a garantir ações conjuntas contra a emergência climática; e a defesa da Ciência para a soberania nacional, incluindo uma Educação laica e com o fim das escolas cívico-militares. Por fim, no âmbito da Inovação, defende investimentos na CEITEC, fábrica especializada na produção de semicondutores, uma política de reindustrialização e criação de big techs públicas e nacionais.

Registrado no TSE como Escritor Augusto Cury, o candidato do partido Avante possui um tópico inteiro de seu plano de governo dedicado à integração entre Ciência, Tecnologia e Inteligência Artificial (IA). No documento, defende que o Brasil precisa deixar de ser apenas consumidor de tecnologia e se tornar produtor de Inovação. Para isso, é necessária uma ampliação significativa de investimentos em Ciência e em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – mas não estipula montantes no seu planejamento. Cury advoga por investimentos em áreas estratégicas como biotecnologia, energia, saúde, defesa e a já citada IA.

Ainda sobre Inteligência Artificial, o presidenciável propõe a criação de uma Estratégia Nacional de IA, para que o tema seja tratado como infraestrutura estratégica do Estado, o que envolve uma política para seu desenvolvimento, regulação e aplicação. Também defende que as universidades se tornem centros de inovação, com o estímulo à criação de startups universitárias, laboratórios avançados e centros de pesquisa aplicada.

No campo da Educação, promete criar uma rede nacional de 10 mil escolas de empreendedorismo. Também defende a valorização da educação básica, a expansão do ensino técnico e profissionalizante, maior conexão entre universidades e o setor produtivo e valorização de professores.

Por fim, no âmbito da estrutura nacional, apresenta um plano de mais concessões de empresas públicas e parcerias público-privadas, afirmando que o Estado brasileiro não possui recursos suficientes para arcar com o desenvolvimento que o País precisa. Também encabeça uma mudança no regime de condução do Brasil, que sairia do presidencialismo para o semipresidencialismo, com o Presidente da República compartilhando a função com um Primeiro-Ministro escolhido por maioria parlamentar. Há, ainda, a menção a uma reforma ao Supremo Tribunal Federal (STF), que definiria mandatos de oito anos para os representantes do Judiciário.

Leia a matéria completa aqui.

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